30 setembro 2015

Um fio de vida

Lanço o último olhar para dentro da sombria habitação. O silêncio transtorna-me. O frio, entristece-me. Uma janela bate com o vento, trazendo o eco consigo. Não há lágrimas, apenas desgosto. Apenas vazio. Sinto-me perdido e tenho medo. Medo de acabar só, sentado numa habitação vazia olhando por uma janela baça, à espera que o tempo passe. As ervas crescem sem sentimentos, apagando o fio de vida que por ali passou um dia. Um fio de vida meu.

Tomás Borges de Castro, 42 anos, Cascais.

Desafio nº 98 – fotog de P Teixeira Neves

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