30 setembro 2015

(Re) viver

Cabelos brancos, corpos curvados, seguiram o trilho, outrora debruado a miosótis e margaridas, agora com ervas daninhas. O portão descaído mas com brio de guarda à casa deixou-os entrar.
A escadaria onde as tardes de estio se faziam acompanhar de risos de crianças, agora estava silenciosa. Helena e Cristóvão olharam num esgar ternurento o sofá onde os serões se passavam de eterno amor, mãos entrelaçadas. A casa da aldeia voltará a  viver. A casa voltará a sorrir!

Arménia Madail, 56 anos, Celorico de Basto
Desafio nº 98 – fotog de P Teixeira Neves


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