29 outubro 2014

A prece

Lágrimas deslizavam-lhe pelas faces.
Alheia a quem estava na capela, fixava atentamente a mãe celestial. Falava mas apenas a mãe escutava.
Mãe diga-me, que fiz eu para ter tal sina? Fui ingrata para si? Diga-me... Quanta tristeza invade minha alma. Andei afastada mas nunca a esqueci mãe... Sabe bem quais as minhas dificuldades. Será que nada mais resta para mim além desta tristeza? Mãe aqui a teus pés, de alma rasgada... nesta angústia sem fim... Diga-me mãe...

Carla Silva, 40 anos,  Barbacena, Elvas

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

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