25 março 2014

Sem volta atrás

Olhou-se no espelho. Tinha os olhos brilhantes pelas lágrimas.
Nunca pensara ter de tomar uma decisão destas. 
Seu namorado já decidira por um ponto final  mas a última palavra era dela.
Riso de crianças brincando na rua levaram-na à janela e, colocando uma mão sobre a barriga, chorou de novo.
Decidir se um ser merece viver não se pode tomar de ânimo leve.
Pesa demais na consciência.
Não é como escolher que vestir ou comer.
É irreversível. 

Carla Silva, 40 anos,  Barbacena, Elvas
(história sem desafio)

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