31 maio 2013

Vagas

O mar era forte, como sempre; o seu azul de aço punha na praia os restos do mundo.
 Se ele traz, também pode levar.
 Bom que era: as sobras do que dói irem para terras do outro lado do olhar, onde o sentir não vê a sua cor.  
 Assim, pus todos num saco – os dias meus –, atei  e lancei ao mar os cacos do tempo; talvez dessem para um outro tolo os usar e com eles dançar.
Bau Pires, 50 anos, Porto



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