29 maio 2013

Gota de suor

Levanto-me cedo, a terra não espera. Sou um rapaz do campo, aí nasci e morrerei de velho.
O meu mata-bicho é um pão. Ceifo, a pele escalda sob o sol ardente. Como batata e feijão. Porque nasci rapaz do campo? Quero especiarias e roupas finas. Hoje apanho azeitona. Minha mãe prepara o jantar, rimos.
Olho agora para o céu, enquanto, deitado na cama, reparo que é esta a vida que eu quero: ser um rapaz do campo.


2 comentários:

  1. O André vai ficar feliz com a publicação. O texto sofreu o trabalho de síntese, visto que era, inicialmente, a visão de um rapaz do campo na época do "Memorial do Convento". Vamos ver se os restantes rapazes querem fazer o mesmo.
    Obrigada, Margarida.

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    1. Helena, espero que o André fique feliz. Gostei imenso do texto e, de certa forma, pode até ser lido com os olhos da actualidade, o que é muito interessante.
      Muito obrigada eu pela partilha! Um beijinho para cada um

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