20 setembro 2012

deixa-se ir, oca...



A droga côa nas veias de Madalena da mesma maneira, lenta e suave, que a avó coava o café aos domingos, depois da missa.
Sente o cheiro a café e deita-se no chão sujo e frio à espera que a avó a acorde. Mas a avó não vem e ela estranha.
Ouve o latido de um cão, pressente que é o Thor, mas o Thor morreu quando ela tinha treze anos. Não tenta perceber, deixa-se ir, oca.


Lena Pacheco, 31 anos, Funchal

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