10 setembro 2012

Cuidar de um coração


Ela veio sem muita conversa, sem nada explicar; sentou-se ao meu lado e convidou-me para dançar. Aceitei, gosto de mulheres sem medo de começar.
Pouco falámos, apenas dançámos; a música e o corpo têm língua própria para namorar.
No dia seguinte, passei na sua janela e assobiei para ela espreitar. Espreitou, olhou e convidou-me a entrar.  
Lá dentro, mostrou-me uma caixa, bonita de encantar. Abri-a: tinha um coração a saltitar. Ela sorriu e pediu-me para o cuidar. 

Bau Pires, 49 anos, Porto

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