30 março 2017

André Bica ― desafio escritiva nº 18

O cão com preguiça
Certo dia, um cão fazia ão ão alegremente. De repente ouviu o ding dong da campainha. Era a sua dona que o levava até à praia para irem passear ao pôr do sol.

Natalina Marques ― desafio nº 117

― Estás triste, não vais brincar com os outros meninos?
― Eles não querem brincar comigo.
― Porquê?

Alexandre Matos ― desafio escritiva nº 18

Osso Partido
O João passeava de bicicleta, enquanto assobia, quando track! Caiu e partiu um osso. As pessoas, que por ali estavam, chamaram uma ambulância. Ela tardava e o tempo demorava, tic tac tic

Fernando Guerreiro ― desafio nº 117

Sempre aquela palavra: psoríase. Oito letras cravadas no dia-a-dia. Desde que o médico confirmou o pior cenário, a tragédia estreou. Pensava sempre que risos e sussurros alheios eram escárnio ou desdém. Foi assim até ao dia em que o seu olhar se emaranhou nuns olhos que viam para lá da pele.

Marlene Silva ― desafio nº 117

Amanhã começo uma nova etapa: o meu primeiro emprego. Não foi fácil a entrevista. Um pesadelo atrair a atenção do meu agora chefe para o que dizia e não para o que aparentava. Sim, as manchas estavam lá. Cansei-me de disfarçar, de esconder. Aceitar a doença passou por aceitar as suas

Joana Ferreira ― desafio escritiva nº 18

Estava na sala com a minha irmãzinha, a ensinar-lhe os sons dos animais (Ela já sabe o da vaca muuuu, o pato quá quá, o gato miauuuu, o cão ão ão, …), quando oiço a panela a borbulhar plop. Veio um cheirinho tão bom, hihami!

Chica ― desafio nº 117

Olhares de amor
Na sala de aula pequeninos atentos
A professora pediu que desenhassem a pessoa mais bonita para eles. 
Apareceram mães brancas, negras, gordas, magrinhas, acompanhadas de uma palavra de carinho,

Joana Ferreira ― desafio escritiva nº 18

As onomatopeias
Numa família de onomatopeias: A mais nova estava sempre constipada e só se ouvia ATCHIM!! O mais velho estava sempre a jogar futebol, e a mãe já estava farta de ouvir KABUF para

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 67

A estrela matutina
Com leitosa luz brilhava entre arroxeadas nuvens,
espreitando, com olhar suspeito e doce riso,
o lento baloiçar das espumantes vagas brincalhonas.

Francisco Amaro ― desafio escritiva nº 18

Campainhas
Dang dang, tring tring, ftang, ding dong, tantas campainhas! Para quê? Para incomodar, pois, em vez do toc toc, faz-se uma barulheira desnecessária.
E depois, zás, lá vamos a correr para abrir a porta até que há um chinelo no caminho e splash, alguém

Cândida e Manuel ― desafio nº 99

Era a estreia do teatro, o anfiteatro do Patronato estava a abarrotar, o público impaciente murmurava.  O patrocinador estava mais empolgado que os próprios atores!
O encenador, atrofiava, num entra e sai atroado, perguntando pelo Fernando, o ator principal.  Já lhe

Pedro Andrade ― desafio escritiva nº 18

O acolhimento
Enquanto estava em casa, lá fora soava o ping ping da chuva, apareceram um gato e um cão à minha janela, soltando “miau… miau” e “ão… ão” sofridos.

Sara Catarina Almeida Simões ― desafio escritiva nº 3

Cheguei a casa e suspirei. Lá fora, caía uma chuva miudinha e soprava um vento muito desconfortável. Pousei o guarda-chuva azul que pingava. Da janela, vi um casal de talvez namorados que na paragem do autocarro, abrigavam-se da chuva. Não havia mais ninguém na rua e de repente,

Lucas Marques ― desafio escritiva nº 18

Intervalo
Triiiim triiiim, já saem os alunos a correr. Catrapaz, lá cai o Miguel, ia apressado para jogar à bola. As meninas conversam sobre várias coisas. Piu-piu, os pássaros também ajudam na festança.

Eurídice Rocha ― desafio nº 18

Sombra foi
Possui inseparável lágrima contudo verte-a pela alma e rodopia a rude autenticidade.
Embrulha-se no corpo e consolida o tempo estancado. Esvaziado entre mágoas, sem exalar vento

Inês Assunção ― desafio escritiva nº 18

Um dia chuvoso
Estava um dia de chuva, ping ping ping, eu ouvia. Fui à sala, tic-tac, tic-tac, tic-tac, fazia o relógio. Liguei a televisão, aff, lá estavam as desastrosas notícias do mundo.

Desafio nº 117

O desafio de hoje pretende dar visibilidade à Psoríase, uma doença que afecta 150 a 200 mil pessoas em Portugal. Quem padece desta doença confronta-se diariamente com situações de preconceito e estigma em contextos sociais e profissionais. Nos jovens, a Psoríase poderá condicionar, e muito, esta fase importante da vida.
O lançamento da campanha “Catarinalândia: uma miúda cheia de vida e alguma psoríase” pela Associação Portuguesa da Psoríase é o mote para este desafio de histórias em 77 palavras.
Vamos dar espaço a quem sofre desta doença para que nos conte a sua história, mas vamos igualmente «calçar os sapatos do outro», ajudando a compreender e querer saber mais quem precisa. Preparados?

A minha história é esta:
Olho-me ao espelho. Sinto-me a falhar, esta intromissão parece-me uma injustiça capaz de me estilhaçar os dias. Baixo a cabeça, evito cruzar-me com indiferenças e espantos. Prefiro não existir para eles!
Mas tu chegaste e levaste a mão ao meu queixo, obrigando-me a ver-te. Sorriste-me, retiraste os cabelos, prontos a disfarçar tudo, do meu rosto. Pegaste na minha mão e mostraste-me como o caminho é de esperança. Para ti, a psoríase é um detalhe numa amizade genuína.
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Desafio nº 117 – uma história para ajudar a combater a psoríase

28 março 2017

Rosário Ribeiro - desafio 20 (em dose descontraída)

Há algum tempo que andava muito feliz e bem-disposta, sempre a murmurar cantilenas! Isto acontecia desde que ele fora à loja vê-la.
Gostava dos seus piropos: havia uma ternura tão intensa nele que fazia Juliana sentir-se sempre

Laura Diniz ― desafio escritiva nº 18

Ora essa, medo?
Se chamava Marina, a linda menina. Tranquila, andava. Eis que, de mansinho, se aproxima o me…me… coff… coff… ic… ic… uff! Consegui, eu quis dizer medo.

Rosário Ribeiro ― desafio nº 38

Frase: Ho-je ac-or-de-i c-om- a c-ab-eç-a c-he-ia- de- pa-la-vr-as

Hoje acordei com a cabeça cheia de palavras.
Mas tenho os jeans tão aconchegados às pernas que a dor degenerou em alergia e estou com icterícia!