22 janeiro 2018

Evelyn Inés Esteban Aniceto ― escritiva 28

Ora bem, a sesta é umas das mais famosas tradições em Espanha; mas para desfrutar de uma boa sesta nem tudo é positivo. Uma boa sesta tem de ter uma duração de mais de 2 horas, ter pouca luz no quarto onde se vai dormir, ter duas mantas para não ter frio. É recomendável ter comido antes da sesta já que facilitará o sono. Também é importante estar sozinho e deixar o telemóvel para não ter distrações. 
Evelyn Inés Esteban Aniceto, 20 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Fátima Caletrio Karcha ― escritiva 28

Queres saber como fazer uma boa sesta? Eu sou uma especialista no tema da sesta: o mais importante é não teres nada que fazer e teres um momento para relaxar; é indiferente que seja antes ou depois de comer. A sesta é uma maneira de recuperar energia para poderes trabalhar com mais vontade no resto do dia. Podes dormir no sofá, na cama ou onde estiveres mais cómodo. Não durmas muito, dorme só o necessário. Bons sonhos!
Fátima Caletrio Karcha, 21 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Fátima Caletrio Karcha ― escritiva 28

Queres saber como fazer uma boa sesta? Eu sou uma especialista no tema da sesta: o mais importante é não teres nada que fazer e teres um momento para relaxar; é indiferente que seja antes ou depois de comer. A sesta é uma maneira de recuperar energia para poderes trabalhar com mais vontade no resto do dia. Podes dormir no sofá, na cama ou onde estiveres mais cómodo. Não durmas muito, dorme só o necessário. Bons sonhos!
Fátima Caletrio Karcha, 21 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Vincent Kiepsch ― escritiva 28

Para realizar a sesta adequadamente, recomenda-se comer muito antes de dormir e talvez acompanhar a refeição de um copo de vinho. Depois é só preparar o lugar preferido, tanto faz se é a cama ou o sofá. A luz, a manta e a humidade devem ser ajustadas de acordo com a preferência pessoal. É importante não dormir mais de 40’ e recomenda-se descalçar-se, para maior conforto. Quanto à televisão, não há provas de que ajude a dormir.
Vincent Kiepsch, 22 anos, Falkenberg/Elster, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Álvaro Aparicio ― escritiva 28

Reduzir o stress, melhorar a memória ou dar um descanso ao corpo deveriam ser motivos suficientes para dormir a sesta, mas ainda há pessoas que não estão convencidas. Leia e aprenda para uma boa sesta: procure o cadeirão mais confortável da sala ou uma cama grande. Um bocadinho antes da sesta: coma! Ponha a televisão ou o rádio para ter som de fundo. Desfrute! De certeza que depois da sesta deixará de ter cara de limão azedo.
Álvaro Aparicio, 24 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Iván del Rey Castillo ― escritiva 27

Às vezes podia parecer um sentimento triste, mas para ele a saudade era agradável, graças a ela lembra-se que mesmo nos dias cinzentos pode encontrar-se um bocadinho de luz. Também se lembra que a água traz vida quando se junta com a terra e que nas poças pode ver-se refletido o céu. A chuva a bater na cara traz-lhe paz e lembra-lhe que debaixo da água consegue ouvir o silêncio. O cheiro de terra molhada é indescritível.
Iván del Rey Castillo, 19 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 27 - cheiros


Rosário B. P.Ribeiro ― desafio RS 47

A lamparina apagara-se. Uma varejeira espicaçara-me a paciência dando quatro voltas no ar, mas enxotei-a com os dedos.  Parecera impossível novo ambiente místico.  Apesar da atrapalhação inicial, não hesitei, espicaçando o orgulho. De xaile nos ombros, terminei o primeiro dia de Feira do Oculto em grande e com uma bela nota! 
Só Victor, o Bárbaro, o rival da tenda vizinha, parecia zangado. Pretendera hipnotizar um urso e um jaguar. Tivera uma tarde solitária e previa-se falido.
Rosário B.  P.Ribeiro, 61 anos, Lisboa
Desafio RS nº 47 – 23 palavras obrigatórias!


Eleanor Stone ― escritiva 28

Para aproveitar a sesta siga estes passos simples:
  1. Faça a sesta depois das duas até às cinco.
  2. Retire as pilhas da campainha e tire o telefone do gancho.
  3. Assegure-se que a sua proprietária não o vai visitar e atrapalhar o seu sono.
  4. Use a cama ou o sofá e a sua manta mais confortável.
  5. Tire os seus sapatos.
  6. Diminua as luzes até um baixo nível.
  7. Esqueça todas as suas preocupações.
  8. Conte carneirinhos para embalar o seu sono.
Eleanor Stone, 20 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções

Mafalda Domingues ― desafio RS 47

Um Jaguar e um Urso passeavam pela selva, quando encontraram passagem para um mundo místico. Primeiro encontraram um bárbaro falido que ordenou encontrarem uma varejeira: o grande dedo lhes indicaria o caminho. Esta estava atrapalhada a procura de quatro notas e do xaile. Não a quiseram zangar, prosseguindo. Avistaram o amigo oculto e o rival a espicaçarem-se; de seguida uma gruta, pegando numa lamparina. Passando-a viram um crime. 
Terminaram um dos caminhos impossíveis na solidão, sem hesitar.
Mafalda Domingues, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio RS nº 47 – 23 palavras obrigatórias!


José Cáceres Merino ― escritiva 28

Provavelmente, se você não é espanhol, não sabe como é exatamente o costume da
sesta, mesmo se já ouviu o conceito.
Para os espanhóis, há regras que são básicas: não mudar de roupa, dormir depois de
comer muito no sofá da sala de estar, ter uma manta ou alguma coisa para se cobrir… e
também há devidas recomendações, como uma luminosidade de penumbra, com uma
temperatura duns 20 graus ou mesmo pôr um documentário do canal 2.
José Cáceres Merino, Cáceres, 19 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Iván del Rey Castillo ― escritiva 28

Sente-se no sofá, traga o cobertor e tire as meias. É muito importante que tenha roupas confortáveis, a quantidade da luz deve ser baixa e a temperatura deve ser ótima, nem muito quente nem fria. Se já verificou estas condições, então é hora de verificar que a sesta não possa ser interrompida por barulho externo. Agora, deite-se e agasalhe-se bem com o cobertor, feche os olhos e respire tranquilamente. Esqueça o mundo à volta: desfrute da sesta!
Iván del Rey Castillo, 19 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Alicia Pérez Vicente ― escritiva 27

Eu acordei às nove da manhã e senti um cheiro mais do que familiar: chocolate quente. A minha mãe fazia sempre chocolate quente no dia dos Reis Magos e depois abríamos os presentes; essa era uma das minhas tradições preferidas. Mas esta manhã eu não me encontrava bem; eu senti uma forte dor de cabeça e eu caí da cama. Compreendi então, que tudo tinha sido un sonho e que não havia chocolate quente nem cheiro algum.
Alicia Pérez Vicente, 19 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 27 - cheiros


António Guedes ― desafio RS 47

Certo dia houve uma atrapalhação com um bárbaro criminoso que com um dedo espicaçou muitos animais! Ele faliu e teve uma grande hesitação, quase impossível! Um Jaguar, com uma lamparina, e místico, encontrou uma nota oculta muito estranha! O Primeiro e o quarto rivais estavam cheios de solidão.
Terminando, um dia, estava um lindo pôr-do-sol e um urso chamado Fred andava a varejar as árvores e os arbustos. Ele tinha um xaile no pescoço e estava zangado!
António Guedes, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio RS nº 47 – 23 palavras obrigatórias!


Álvaro Aparicio ― escritiva 27

Não ver assusta; ninguém quer perder o tacto; seria horrível deixar de ouvir e comer sem gosto é uma tragédia. Assim, ao parecer, cheirar é o luxo dos sentidos. Na verdade, os cheiros estão subvalorizados: o cheiro do mar para lembrar os verões, o cheiro da sopa que recorda a minha avó, o cheiro da gasolina para lembrar a minha primeira viagem, nos tempos nos quais a minha família viajava toda junta pela costa do mar Mediterrâneo.
Álvaro Aparicio, 24 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 27 - cheiros


Eduardo Acebedo Nicolás ― escritiva 28

Muitos ingredientes são precisos para conseguir a sesta perfeita. Uma das coisas mais importantes é evitar qualquer interrupção do son. É por este motivo que você deveria deixar o seu telemóvel longe e em silêncio, assim como pôr um documentário no volume perfeito. As circunstâncias ao redor da sesta também são importantes: a sala de estar deve ter uma iluminação apropiada, a temperatura, entre 17 e 23 graus e o momento adequado seria precisamente depois de comer.
Eduardo Acebedo Nicolás, 19 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Sofia Lopes ― desafio RS 47

Começou a corrida! Corria um bárbaro, um criminoso, um falido, um jaguar, um urso, um zangão, um dedo, uma varejeira e um solidário. Era uma atrapalhação e uma hesitação para o quarto passar o primeiro! O impossível era o último passar o seu destemido rival:espicaçava-o, atirava grandes xailes
No final, encontrou o medo oculto do seu rival: lamparinas! Então atirou-as, até ele cair para uma floresta mística, e desmaiar. É assim que se destrói um rival!
Sofia Lopes, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio RS nº 47 – 23 palavras obrigatórias!


Prazeres Sousa ― escritiva 28

As instruções são úteis, vivemos em função delas. Mas não podemos deixar que sejamos uns robôs telecomandados.
É importante estar consciente, para que a nossa mente não se queixe.
Nós somos o que quisermos ser. Não nos podemos esquecer de tomar muito chá de consciência e ser feliz!
O melhor manual de instruções é aquele que se encontra perdido, mas que cada um de nós possui. Falta segui-lo a rigor, muitas vezes esquecemo-nos de virar a página.
Prazeres Sousa, 54 anos, Lisboa
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Margarida Freire ― escritiva 28

A nave pousara silenciosamente, manhãzinha cedo, mas logo iniciara a pesquisa. Foram fascinantes os primeiros resultados. O pequeno Planeta Azul parecia ser um Paraíso para a Vida.
Espécies variadas, facilmente ‘entendíveis’ coabitavam em paz. Mas não todas. Entre elas, um ser esquisito que não era fácil compreender – ora solidário, ora monstro… O pior é que pretendia dominar as outras pela força. Um tiranete obsoleto. 
Difícil, mesmo. Não havia instruções no Manual....
Kurt Waldheim, eras um grande mentiroso!!
Margarida Freire, 75 anos, Moita
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Theo De Bakkere ― escritiva 28

Que farsa!
A lamparina que Rosa tinha comprado numa loja chinesa, não iluminou. Aparentemente uma má compra, não tinha interruptor. Mesmo mudando a lâmpada não resolvera nada. Ainda menos os palavrões que ela soltou porque as instruções imprimidas em chinês estavam traduzidas em todos os idiomas do mundo, salvo na sua própria língua. Depois da irritação, a inevitável resignação. Batendo as palmas expulsou o gato da poltrona. Que farsa! Simultaneamente com o som, estrondo, foi acesa aquela maldita lamparina.
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Alicia Pérez Vicente ― escritiva 28

O primeiro passo para você poder dormir a sesta é deixar o telemóvel longe e em silêncio. Uma boa sesta é de quarenta minutos, no mínimo e uma hora no máximo; menos do que este tempo não se considera uma sesta. O horário, mais recomendável é depois de comer e o melhor é tapar-se com um cobertor. A coisa mais importante é avisar as pessoas que vivem consigo para que não o acordarem ou interromperem o sono.
Alicia Pérez Vicente, 19 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Leonor Pedrosa ― desafio RS 47

É uma atrapalhação!
Até parece um bárbaro!
Um crime cometeu 
E um dedo me comeu!

Começa logo a espicaçar 
O pobre velho falido... 
E com uma grande hesitação 
Faz até o impossível!

Como um jaguar feroz
Saído de uma mística lamparina, 
Sempre com aquela nota oculta!:
Ele foi o primeiro dos quatro homens a chegar!

Como um rival!...
Mas com uma enorme solidão, 
Fez com que o urso terminasse 
Com uma mosca varejeira!

Zanga deu!
Xaile morreu! 
Leonor Pedrosa, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio RS nº 47 – 23 palavras obrigatórias!


Cláudia Fernández Cores ― escritiva 28

Fazer a sesta é uma arte milenária, mas você pode conseguir aperfeiçoar esta arte se:
  • não abusar do tempo, o ideal são 40 minutos a 3 horas (preferivelmente depois de comer).
  • a sala tiver uma temperatura entre 17-20 graus (é imprescindível cobrir-se com uma manta e descansar no sofá).
  • avisar com antecedência (embora não seja fundamental, mas pode ajudar a evitar interrupções.).
  • fechar todas as persianas.
Assim não deveria ter mais inconvenientes para conseguir a sesta perfeita. 
Cláudia Fernández Cores, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Clara Valcárcel Villarino ― escritiva 28

A sesta é uma atividade que requer muito estudo e dedicação. Nos meus anos de sesta, eu aprendi estas coisas:
·         Não dormir mais de quarenta minutos.
·         A temperatura do ambiente tem que estar entre 17 e 20 graus.
·         É imprescindível cobrir-se com uma manta.
·         As melhores sestas são as que você achava que não poderia fazer
Desejo, sinceramente, que você aprenda tire partido da minha experiência e possa desfrutar da sesta perfeita. Muito obrigada e boa sesta.
Clara Valcárcel Villarino, 19 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Eleanor Stone ― escritiva 27

O cheiro de velas e laranjas lembram-me a minha infância. Cada ano, na véspera de Natal voltávamos à cidade onde costumávamos viver. Comíamos tortas com recheio de manteiga e frutas picadas antes de ir à igreja.  A igreja fazia um serviço religioso que se chamava “Christingle”.  Neste serviço davam a todos os meninos uma vela dentro duma laranja com pequenos doces em palitos de cocktail.  Quando cheiro velas e laranjas penso nisso e sei que é Natal!
Eleanor Stone, 20 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 27 - cheiros

21 janeiro 2018

Susana Sofia Miranda Santos ― escritiva 28

Por que será que nunca nenhuma mulher genial criou um manual de instruções que ensine a amansar elementos masculinos?
Os homens integram o "sexo forte". Com esse utensílio, as amadas saberiam domesticá-los, usando a potência viril para a execução dos trabalhos domésticos, poupando ainda fortunas em psiquiatras e psicólogos.
Serei eu a salvadora feminina! Começarei a estudar imediatamente!
Será melhor recorrer a afectos ou castigos? Tentarei descobrir rapidamente.
Quais serão as estratégias mais eficazes para domar feras?
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


4º C, da EB Ermida ― desafio 58

jacaré enterrava os ovos na falésia com as suas unhas, enquanto o macho procurava caramelos e queijo como galardão para a sua amada.
Uma abelha, que voava aos ziguezagues sobre um nenúfar, imobilizou-se preparando um plano para xingá-los: montou um sistema que lera num livro para ruborizar o jacaré. Carregou num botão de mármore vertendo lama, fazendo-o dispersar. Desanimado, pôs a hipótese de colher flores, mas tremia tanto que, ao chegar perto da jacaré, pronunciou:
Amo-te!
4º C, da EB Ermida, S. Mamede de Infesta, Prof. Luísa Gonçalves
Desafio nº 58 – tabela de 2 palavras obrigatórias para o alfabeto, uma à escolha


Dia de Fogaceiras

Em Dia de Fogaceiras, partilhamos as versões das três turmas que, depois de terem ouvido a história de O Santo Guloso, de Ana Paula Oliveira, a reescreveram em 77 palavras.

Havia um castelo habitado por um conde rico e a sua filha, onde se organizavam fabulosas festas. As fogaças eram a sobremesa mais apetecida. No final dos banquetes, carreiras de formigas devoravam os restos. A filha do conde detestava esta situação e ordenou aos criados que as matassem com tamancos. As formigas sobreviventes pediram auxílio às suas primas e ao São Sebastião, prometendo-lhe uma fogaça. Resultou provisoriamente. O incumprimento da promessa deu uma grande lição às formigas.

Era uma vez um castelo em Santa Maria da Feira. Neste castelo viviam uns condes feios e a sua filha medricas. No salão nobre, havia grandes festas nas quais se faziam fartas comezainas. No final dos banquetes, as formigas deliciavam-se com as migalhas. A invasão das formigas assustava a menina que as mandou matar. As sábias prometeram um doce ao Santo que as salvou dos perigosos tamancos. Desde então, cumprida a promessa, celebra-se o Dia das Fogaceiras.

Antigamente num grande castelo, vivia uma família de condes e de formigas. Havia festas com comida e sobremesas deliciosas, destacando-se a fogaça. No final dos banquetes as formigas recolhiam as migalhas. Como a filha as odiava mandou os criados massacrá-las com tamancos. Estas fizeram uma promessa. Levar uma fogaça ao Santo que vivia na capela, se a rapariga desaparecesse. Feito! Cansadas, pararam de cumprir a promessa. Filha e matança voltaram! Desde então, até hoje, cumpre-se o prometido!

5ºD, 6ºB e 6ºD, Agrup Escolas Coelho Castro, Prof Sara Garizo
Estão publicados aqui.
http://bibliotecasescolaresaecoelhocastro.blogspot.pt/

20 janeiro 2018

Mª Filomena Galvão ― desafio 133

Joana foi educada de forma primorosa. Como manda a etiqueta, montou, aprendeu francês, inglês (a evolução assim o obriga) e como o gato maltês, também ela tocava piano.
Menina débil, foi criada pela tia Alice com todo o zelo. Não era muito talentosa, mas era e continuava a ser muito trabalhadora. Estudava as pautas com afinco. Matraqueava as teclas em imensas escalas de dó a si. Enquanto o fazia gostava de sibilar. Acabou a cair nas silvas.
Mª Filomena Galvão, 57 anos, Corroios
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Natalina Marques ― escritiva 28

Deu voltas e mais voltas, ao brinquedo.
Não percebia nada do assunto. Pediu ajuda ao amigo, que também não conseguiu solucionar o problema.
― Vou guardá-lo ― pensou... ― Afinal ainda falta uma semana, até lá arranjo solução.
Mas a semana passou, e o brinquedo continuava esquecido. Perguntou  por ele, não soube responder.
― Por acaso leste as instruções?
― O problema, é esse, não percebo nada do que lá diz.
― Pois, tu também devias de vir acompanhado de manual de instruções.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Chica ― escritiva 28

Quem tem vontade de ler um manual de instruções? 
Nunca tive, não sou uma dessas pacienciosas. Já saio desembrulhando e assim sou. 
Quando chegou o primeiro dos quatro "pacotinhos" da nossa vida, entre chorinhos, dores de barriga, refluxos, noites sem dormir, curiosamente não vi nenhum manual de instruções acompanhando. Em nenhum dos outros, idem.
A rota foi o amor. Tentamos acertar sempre e por vezes, pelo amor demais, erramos... Seguimos nosso coração e com ele agimos sempre!
Chica, 69 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


3°/4° B, EB de Galveias ― desafio 35

Ser feliz é poder ajudar  
“Sobre o tronco de um pinheiro bravo” voava um passarinho vermelho. Batia as asas contra um vento forte e descontrolado. Foi contra uma avestruz, partiu uma asa e desmaiou. Acordou já dentro de uma gaiola com uma tala na asa.
― Estás melhor, querido passarinho? ― disse o Renato muito preocupado.
― Piu-piu, obrigado pelos cuidados médicos ― agradeceu o passarinho.
― Não tens de quê meu lindo passarinho, eu sou veterinário da Cruz Vermelha e “Vermelho é a cor de alegria”.
3°/4° B, EB de Galveias, professora Carmo Silva
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor
“Sobre o tronco de um pinheiro bravo” (Matilde Rosa Araújo, Segredos e Brinquedos)
“Vermelho é a cor de alegria” (António Manuel Couto Viana, Versos de Cacaracá)


Natalina Marques ― escritiva 27

Estávamos sentados à volta da lareira, a ceia cheirava que regalava.
Nada de especial, feijões com couves e alheira assada.
Repentinamente, alguém se lembrou de fazer partilhas, e cada um escolheu a sua parte.
Estávamos tão absorvidos, que não demos pela presença do nosso pai, que se apercebera do assunto.
(Mau, mau Maria, esta conversa não me está a cheirar nada bem.)
O nosso sobressalto, fez arrancar uma gargalhada à nossa mãe!!! Coisa que era tão rara.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Escritiva nº 27 - cheiros


Prazeres Sousa ― desafio 133

Levou a vida contando estradas, algumas delas, estreitas e distantes, avaliando os seus perigos, observando os seus rumos. Gostava de arriscar, caminhar noutras direções, fazer novas descobertas.
Ainda não tinha encontrado a estrada que procurava... a teimosia não a deixava desistir.
Até que a sorte lhe bateu à porta… pensou ela.
Avançou sem conhecer o terreno. E caiu!
Quando abriu os olhos, cobertos de dor, observava as silvas espinhosas ao seu redor. Estava perdida nesta estrada agreste! 
Prazeres Sousa, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Paula Castanheira ― desafio 133

Havia janelas a fugirem-lhe pelas costas
Raízes a rebentarem-lhe nos pés, em direção à terra
Caminhos, estradas, pontes, rios a encherem-se de silvas
Dedos, muitos dedos a apertarem-lhe a garganta
Gritos, tantos gritos a abafarem-se nas entranhas
Cabelos adormecidos a soltarem-se da raiz
Terramotos a tremerem-lhe nos joelhos
Espinhos, muitos espinhos a cravarem-se na língua
 Cascatas de dentes tombados num mar de sangue
As pernas bambas, pendendo sobre a vida
Acordou mergulhada em suor, confusa, perdida, vazia!
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Desafio escritiva nº 28

Detesto ler manuais de instruções, mas reconheço que são úteis. Por exemplo, para entender como funcionam as pessoas. Já vos aconteceu pensarem que seria útil que as pessoas viessem com manuais de instruções? E os sentimentos? Ui, isso é que era!

Deixo-vos aqui um possível manual de instruções:

Para otimizar o bom funcionamento do aparelho, não deverá mantê-lo fora do alcance das crianças. Recomendam-se, aliás, o toque, as gargalhadas e a energia dos mesmos para recarregar a bateria. Deverá mantê-lo afastado de desgostos e desilusões, zaragatas ou discussões e em caso de rotura procure a ajuda dum especialista: não tente repará-lo usando caixas de ferramentas alheias, pois poderá causar danos irreparáveis. Esteja atento ao ritmo da máquina e deixe-a descansar entre 8 a 10 horas.
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 36 anos, Salamanca
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


19 janeiro 2018

Lara Fabiana Campos Salgueiro ― desafio 37

Os meninos correm no rio felizes.
O rio tem meninos que correm felizes.
Este rio é diferente, porque tem muitos percursos bons…
Os meninos correm e veem peixes com flores, montes com flores, golfinhos com flores e leões com flores…
Os meninos sentem-se felizes.
O rio sente-se feliz.
O rio sente-se muito feliz, porque tem flores sem fim.
O rio sente-se muito feliz, porque tem muitos meninos bons e felizes.
No fim do rio existem príncipes divertidos.
Lara Fabiana Campos Salgueiro, 5º B – 10 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Elsa Alves ― desafio 130

Para comigo só pensava "Que grande ESPIGA!" Por causa dum PROBLEMA com tão pouca importância, tinha à minha frente um DILEMA quase shakespeariano: devia contar-lhe a verdade ou esconder tudo com uma mentirazita piedosa? Tinha que RESOLVER a situação... Mas qual a DECISÃO certa? Eu nem sou homem de certezas... Ali só via dificuldades: contando o que se passara ia causar-lhe DOR e isso eu não queria; mentindo-lhe, sempre lhe dava alguma ESPERANÇA. Talvez fosse o melhor...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira  
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança


Diogo Alexandre Gaspar Nine Barros ― desafio 37

Um helicóptero chegou e retirou o Diogo do gelo. Foi um instrumento preciso, que puxou o Diogo do sítio misterioso.
No mundo do Diogo tudo é frio menos o minúsculo dedo mindinho.
― Quem és tu?
― Sou um excelente inventor dos brinquedos de gelo. E envio os brinquedos de gelo do Monte Destino Misterioso, todos os meses.
O sítio misterioso dos brinquedos de gelo tem um cofre cheio de bonecos, brinquedos e um professor diferente, feiticeiro…
Diogo Alexandre Gaspar Nine Barros, 5º A – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A



Sérgio Felício ― desafio 8

Liberto
Leonardo parado de compor letras após três meses, sente aperto de parar o sossego de tocar teclado do ordenador…
… como se sente prestador ao compor!
Apesar de parado, dado processo decente, pôs-se contando contos.
Alcançaram cooperação para comprar ordenador para o “people”… as pessoas.
Compor letras é marcante, mas nem sempre pode. Leonardo carece de amparo e nem sempre o tem por lapso de pessoal. Leonardo tenta compreender… sente cólera… tem de se adaptar…
A compor solta-se.
Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

Maria da Graça Limas ― desafio 37

O primeiro erro é esquisito e difícil de entender.
O segundo erro é triste e ouve monstros.
O terceiro erro é feliz e tem sonhos.
O erro seguinte é rei de preguiçosos.
O quinto erro é um mentiroso no reino dos impostores.
O sexto erro é um sítio onde ninguém é bom.
O sétimo erro vive de noite e só dorme.
O erro que vem depois vê um mundo oposto.
O nono erro lê livros…é esperto.
Maria da Graça Limas, 5º A – 12 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Isabel Pardal ― desafio 133

Cair nas Silvas? Ideal mesmo era ter tropeçado nas Pereiras! Essas sim, valia a pena cair aos seus pés, embaraçar-se nos fogosos olhares e ficar estatelado a mirar aquela pele sublime, de alabastro! Mulheres orgulhosas, portes soberbos, voz imponente, vontade férrea. Agora, as Silvas? Umas peneirentas sem razão... A mãezinha bem sabia quem elas eram, sempre a chamar-lhes vulgares. E eu logo vou acabar por me casar com uma! Como é que eu fui cair nas Silvas!?
Isabel Pardal, 53 anos, S. João da Madeira
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Sandro Soares Kingani ― desafio 37

Existe um menino que vive num mundo perdido.
O menino que vive num mundo perdido sente-se triste, muito triste.
Ele sente-se muito, muito triste porque todos discutem.
Todos discutem sem motivo.
O menino sente-se triste e só no mundo.
No inverno, ele encontrou o Kiko.
O Kiko é um menino que vive num sítio sereno, cheio de sorrisos.
Ele é sereno como o sítio onde vive e com ele o nosso menino triste, que vive perdido, sorri!
Sandro Soares Kingani, 6º B – 13 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Marta Andrade ― desafio RS 47

Aconteceu no banco
Houve um grande crime. Um urso místico vestido com um xaile foi ao banco porque estava falido. Quem o atendeu foi o seu rival bárbaro que o espicaçou mostrando-lhe que segurava com o dedo uma nota de quatro euros com um poder oculto. Esfregou-a como uma lamparina e o impossível aconteceu. Primeiro, apareceu um jaguar atrapalhado, depois, sem hesitação, uma varejeira solitária o que deu origem a uma zanga. Terminou com a sua morte.
Marta Andrade, 4ºA, Escola da Ermida, São Mamede, de Infesta-Matosinhos, prof Liliana Mendes
Desafio RS nº 47 – 23 palavras obrigatórias!