31 março 2017

Sérgio Quitério ― desafio nº 117

Hoje, quando acordei, fui ao espelho e estava como no dia anterior, e no anterior, e no anterior... Eu tenho a pele toda manchada e feia. Nunca falei com os meus pais sobre isto. Para não variar, quando cheguei à escola, os meus colegas não se queriam aproximar de mim, nem sequer falaram comigo,

Prazeres Sousa ― desafio RS nº 47

Quatro horas. Parou o Jaguar, para comprar o jornal. Com certa hesitação aponta com o dedo quando nota uma varejeira a rondar o xaile da empregada. A atrapalhação foi momentânea, quando bate com o Jornal, matando uma rival da saúde! Zanga completa.

Sérgio Quitério ― desafio RS nº 46

História com sentido
No dia em que ele foi preso, e na escuridão da luz, ele ficou confuso. Ele precisava de uma grande mudança. Sem saber, tinha havido uma grande polémica de uma alma pisada. Então espreitou na

Theo de Bakkere ― desafio nº 117

O preconceito é filho de ignorância
Entrando na aldeia, o rapaz foi quase apedrejado pelos aldeões, porém avisara-os com uma matraca barulhenta. Quem lhe ofereceu um lugar quente no curral foi o ferreiro. Esse antigo cruzado

Sérgio Quitério ― desafio escritiva nº 17

Mais uma falta de TPC
Começou a aula e a professora Cândida questionou os alunos, pretendia saber quem tinha feito o trabalho de casa.

Juliana Panão e Margarida Gonçalves ― desafio nº 61

Temos na turma duas Tatianas, quatro Tânias que todas as tardes vão ter voleibol. Todas empenhadas, têm jogos todas as terças. Temos na turma vários Telmos que têm futebol todos juntos, treinando muito tempo, porque têm um torneio brevemente. Toda a turma consegue tranquilizá-los quando têm

Isabel Lopo ― desafio nº 117

Nem coragem tinha para encarar o espelho. Seus olhos transparentes não disfarçavam a doença que trazia na pele e no coração. Desanimada, deixara de sorrir. Aconselharam-lhe um velho médico capaz de milagrar. Pouco crédula, foi conhecer o sábio. A luz suave, o som do silêncio, a voz do velho,

Sérgio Quitério ― desafio nº 116

Maria Leal

Desci as escadas e vi o sr. Zé Júlio, parecia preocupado:
― Bom dia, Sr. Zé…
― SOCORRO! Roubaram a nossa mercadoria...

Inês Filipa Garcia ― desafio nº 61

Numa tarde de trabalho, o Tomás fez tudo para tentar impressionar todos os turistas. Num tuc-tuc bem tradicional, ele transportava-os luxuosamente. Tudo era típico. Pelo Tejo, descobriram tradicionais pontos turísticos da terra do Tomás. Do teleférico, avistaram teatros, palácios, torres

Cândida ― desafio RS nº 44

O sentido da vida não é igual para todos nós mortais. Há os que o encontram no trabalho, há os que o encontram na dádiva aos outros e no esquecimento de si próprios e há os que continuam pela vida em constante procura… Encontrá-lo-ão?

Sérgio Quitério ― desafio RS nº 47

Era uma vez um jaguar e um urso. Um não tinha quatro dedos
e o outro tinha um grande xaile.
Num dia místico ocorreu um crime. Apenas se via uma lamparina.

Emília Simões ― desafio nº 117

Sou ainda tão jovem e logo a Psoríase havia de vir ao meu encontro.  Sei que os gémeos verdadeiros têm mais probabilidades de apanhar esta doença autoimune, mas eu até sou filha única! Há dias em que não me apetece nada ir à escola, só porque desde que o meu corpo ficou cheio de manchas

Sérgio Quitério ― desafio escritiva nº 18

― Alguém está em casa?
― Está… Queres ir andar no Pop-pop?
― Huuuu… Não, o teu popo faz trim-trim e ti-no-ni.

30 março 2017

EXEMPLOS - desafio nº 117

Olhares de amor
Na sala de aula pequeninos atentos
A professora pediu que desenhassem a pessoa mais bonita para eles. 
Apareceram mães brancas, negras, gordas, magrinhas, acompanhadas de uma palavra de carinho, simbolizada por um desenho, já que ainda não sabiam escrever.
Ansiosos esperavam para mostrar à mestra.
Pedrinho, orgulhoso, mostra sua mamãe: no rosto e braços marcas desenhadas.
Explica: sua mãe linda que papai do céu “desenhara” em seu corpo para que ele nunca a perdesse em lugar algum.
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Amanhã começo uma nova etapa: o meu primeiro emprego. Não foi fácil a entrevista. Um pesadelo atrair a atenção do meu agora chefe para o que dizia e não para o que aparentava. Sim, as manchas estavam lá. Cansei-me de disfarçar, de esconder. Aceitar a doença passou por aceitar as suas manifestações. Tenho de me esforçar o dobro, sim. Tenho de ser mais inteligente. Sempre a melhor aluna. Agora, serei a empregada do mês. Todos os meses…
Marlene Silva, 37 anos, Espinho

Sempre aquela palavra: psoríase. Oito letras cravadas no dia-a-dia. Desde que o médico confirmou o pior cenário, a tragédia estreou. Pensava sempre que risos e sussurros alheios eram escárnio ou desdém. Foi assim até ao dia em que o seu olhar se emaranhou nuns olhos que viam para lá da pele. Desde então, o seu presente deixou de ser passado. E a pele, outrora manchada, era agora o mapa de uma paixão com muito caminho para andar.
Fernando Guerreiro, 40 anos, Odemira

― Estás triste, não vais brincar com os outros meninos?
― Eles não querem brincar comigo.
― Porquê?
― Dizem que sou diferente, tenho manchas que me fazem feia.
― Pois eu não acho que sejas feia, a beleza da tua alma, realça para o teu rosto. Se eles não acham isso, é porque têm no coração o que tens na tua pele. Se é essa a tua diferença, bendita seja, porque ter uma amiga como tu, é o melhor do mundo.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Sou ainda tão jovem e logo a Psoríase havia de vir ao meu encontro.  Sei que os gémeos verdadeiros têm mais probabilidades de apanhar esta doença autoimune, mas eu até sou filha única! Há dias em que não me apetece nada ir à escola, só porque desde que o meu corpo ficou cheio de manchas vermelhas, os meus colegas troçam de mim.
Já não os posso ouvir! Mas desistir, não desisto. Eu acredito que a cura chegará. 
Emília Simões, 65 anos, Mem-Martins (Algueirão)

Nem coragem tinha para encarar o espelho. Seus olhos transparentes não disfarçavam a doença que trazia na pele e no coração. Desanimada, deixara de sorrir. Aconselharam-lhe um velho médico capaz de milagrar. Pouco crédula, foi conhecer o sábio. A luz suave, o som do silêncio, a voz do velho, aquietaram-na... E foi voltando, presa àquele contador de histórias, que lhe oferecia chás de sorrisos. E sentiu-se de novo Mulher. Aprendera que a beleza estava dentro de si!
Isabel Lopo,71 anos, Lisboa

O preconceito é filho de ignorância
Entrando na aldeia, o rapaz foi quase apedrejado pelos aldeões, porém avisara-os com uma matraca barulhenta. Quem lhe ofereceu um lugar quente no curral foi o ferreiro. Esse antigo cruzado encontrara muitos leprosos na Terra Santa, esse pária não sofria de gafeira. Então, aconselhou-o a banhar-se cada dia no mar expondo o corpo inteiro ao sol. Milagrosamente, as chagas e dermite diminuíam a olhos vistos. Até os aldeões o saúdam, agora muito cordiais, sem restrições ou preconceitos.
Theo de Bakkere, 64 Anos, Antuérpia -Bélgica

Hoje, quando acordei, fui ao espelho e estava como no dia anterior, e no anterior, e no anterior... Eu tenho a pele toda manchada e feia. Nunca falei com os meus pais sobre isto. Para não variar, quando cheguei à escola, os meus colegas não se queriam aproximar de mim, nem sequer falaram comigo, por isso fiquei triste, como sempre.
Quando acabaram as aulas, eu fui falar com a professora que estava triste por me ver triste.
Sérgio Quitério, 10 anos, Escola Prof Paula Nogueira, Olhão, Prof Cândida Vieira

Desenham-se-me na pele mapas como protestos que o sangue transporta pela calada. Sem que saiba porquê, e dói-me.
Dizem-me que estes gritos respondem por uma palavra antiga, aqui chegada dos confins do oriente. Maleita de mim para mim, não chega de mim a outros. Contudo, são muitos os que se afastam, pelo medo filho do desconhecimento, como de um espelho que lhes devolve o retrato da sua alma frágil, do mundo agreste. Para eles, sorrio, escrevo. 
Maria José Vitorino, 61 anos, Vila Franca de Xira

O corpo comunica connosco. Os sinais que nos envia são sempre mensagens. Importa saber se o conseguimos entender.
Assim foi com Rosalina. As marcas há muito presentes em diferentes partes da sua pele apenas lhe queriam trazem o que ela se recusava a aceitar. Uma dor profunda da sua infância, uma perda e uma forte crença de baixa autoestima.
O amor tudo cura.
Ela curou-se: primeiro amou-se a si mesma, depois partilhou o amor com outra pessoa.
Ana Paula Fernandes, 53 anos, Torres Vedras

A caminho da farmácia, cruzo-me com Anita, uma amiga de criação.
Abraçamo-nos saudosamente.
― Como estás, Anita? ― Sentia-a em baixo.
― Ando de rastos, o meu marido piorou da psoríase, ao ponto de ficar depressivo.
― Não é fácil, amiga. Se está a ser seguido pelo médico, vai melhorar! Ele precisa de aceitar e saber viver com o seu problema de saúde.
― Tenho lhe dado força, para que aceite e encare o seu problema com normalidade.
― És muito corajosa, Anita!
Prazeres Sousa, 54 anos, Lisboa

Laura Laborinho
A manhã, fria e nebulosa, conferia na iniciação do dia, com a disposição de Laura Laborinho.  Vinte anos de existência, muitos passados em angústias, tristezas, receios, dúvidas. Uma injustiça.  Aquelas persistentes manchas a mapear a jovem derme... o prurido, a descamação... Médicos e companheiros na desdita, a interessar-se pela cura da doença e nada.
Mas, entretanto, um solzinho refulgiu na vida de LL!
Nova pomada, nova alimentação, vitaminas A e D.
A alegria instalou-se e prometeu ficar!!!
Elisabeth Oliveira Janeiro, 72 anos, Lisboa

Sempre se conhecera com aquelas manchas estranhas. Iguais às da mãe, cuja generosidade e capacidade de amar nunca se esconderam sob as crostas brancas que se estendiam pelo corpo. Era estranho perceber como a mãe sempre lidara com o que pensava ser uma aberração. Um dia, desesperada, questionou: porquê eu? Porque a pele não era igual à dos outros? Docemente, a mãe apenas lhe perguntou: o que és depende da tua pele? Aceita e saberás viver feliz.
Amélia Meireles, 63 anos, Ponta Delgada

Hoje mudei. Não por acaso, mas porque ganhei forças. Amedrontada, com comichão, mas fui!
A mãe nem percebia o que se passava. Horas a preparar-me…
Dissera-lhe que não jantaria em casa. Nem se atreveu a perguntar nada, há muito que me via isolada.
“Nem acredito que vieste, há meses que te espero!”. Pega na minha mão: “Gosto de ti. Em ti, só o teu sorriso me pode contagiar!“  
Sentados na Vespa, beijou-me os lábios. Senti-me a voar!
Carla Augusto, Alenquer, 49 anos

O médico falava, mas eu não ouvia, apenas fixei uma palavra: Psoríase. Recebi a noticia como uma bomba.
Aquelas manchas fariam parte da minha vida, assim como os cremes e pomadas.
Mas não é o lado clínico que mais me assusta, é o social!
Mesmo não sendo contagioso, tenho de conviver com os olhares dos demais. Tento iludir-me, dizendo-me que tudo vai correr bem, mas sei que não estou preparada para lidar com aqueles olhares de dó.
Carla Silva, 43 anos, Barbacena, Elvas

Aceito-me
– Acabaram-se as desculpas. Não é assim que se vencem as dificuldades. Hoje vais à aula de ginástica.
– Mas…
– Sim, tens psoríase. E então? Por acaso é contagioso?
– Não.
Erlandina encolheu os ombros e seguiu-a. Não havia como vencer Domingas em questões de argumentação.
Chegou o momento mais temido por Erlandina: a escolha das equipas de basquete. Dirigia-se já para o banco quando ouviu chamar o seu nome. Percebeu então que não tinha direito de não se aceitar.
Quita Miguel, 57 anos, Cascais

Acordei e olho-me no espelho: voltaram as lesões avermelhadas no pescoço e no peito. Sinto os braços envolventes da minha esposa que me abraça e beija levemente nos lábios. Tento esconder, como sempre o fiz, mas ela abre cuidadosamente a camisa e diz:
― Voltamos a ter de fazer fototerapia. Logo telefono e faço a marcação, não precisas de te preocupar mais. Quando te dá mais jeito?
Antes de responder, agradeci a Deus, por ter este apoio incondicional! 
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo

Sabes, a minha infância foi um horror! Marginalizavam-me e nem percebia porquê.
Agora, tudo é diferente! Tudo se tornou claro!
Tenho psoríase. Sei que não encaixo nesta sociedade preconceituosa. Sei que pareço um monstro.
A minha doença não é contagiosa, mas o julgamento continua, diariamente.
Acabei de ser mãe! Só peço que a minha filha seja julgada pela sua personalidade, não pela sua doença!
Bruna Gomes, 15 anos, Agrupamento de Escolas João da Silva Correia, S. João da Madeira

Desde criança que não conseguia olhar-me ao espelho... sempre me senti um ser estranho, diferente dos demais.
A psoríase fazia-me sentir deformada, era objecto de olhares piedosos ou chacota cruel.
Pensei que ninguém conseguiria amar-me como sou... até que te conheci.
Tu ensinaste-me que a beleza física é algo fútil; devemos valorizar os sentimentos puros que o coração alberga e a inteligência fomentada mentalmente.
Vermelho ― a cor das manchas da minha pele caracteriza também a nossa paixão!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

André Bica ― desafio escritiva nº 18

O cão com preguiça
Certo dia, um cão fazia ão ão alegremente. De repente ouviu o ding dong da campainha. Era a sua dona que o levava até à praia para irem passear ao pôr do sol.

Natalina Marques ― desafio nº 117

― Estás triste, não vais brincar com os outros meninos?
― Eles não querem brincar comigo.
― Porquê?

Alexandre Matos ― desafio escritiva nº 18

Osso Partido
O João passeava de bicicleta, enquanto assobia, quando track! Caiu e partiu um osso. As pessoas, que por ali estavam, chamaram uma ambulância. Ela tardava e o tempo demorava, tic tac tic

Fernando Guerreiro ― desafio nº 117

Sempre aquela palavra: psoríase. Oito letras cravadas no dia-a-dia. Desde que o médico confirmou o pior cenário, a tragédia estreou. Pensava sempre que risos e sussurros alheios eram escárnio ou desdém. Foi assim até ao dia em que o seu olhar se emaranhou nuns olhos que viam para lá da pele.

Marlene Silva ― desafio nº 117

Amanhã começo uma nova etapa: o meu primeiro emprego. Não foi fácil a entrevista. Um pesadelo atrair a atenção do meu agora chefe para o que dizia e não para o que aparentava. Sim, as manchas estavam lá. Cansei-me de disfarçar, de esconder. Aceitar a doença passou por aceitar as suas

Chica ― desafio nº 117

Olhares de amor
Na sala de aula pequeninos atentos
A professora pediu que desenhassem a pessoa mais bonita para eles. 
Apareceram mães brancas, negras, gordas, magrinhas, acompanhadas de uma palavra de carinho,

Joana Ferreira ― desafio escritiva nº 18

As onomatopeias
Numa família de onomatopeias: A mais nova estava sempre constipada e só se ouvia ATCHIM!! O mais velho estava sempre a jogar futebol, e a mãe já estava farta de ouvir KABUF para

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 67

A estrela matutina
Com leitosa luz brilhava entre arroxeadas nuvens,
espreitando, com olhar suspeito e doce riso,
o lento baloiçar das espumantes vagas brincalhonas.

Francisco Amaro ― desafio escritiva nº 18

Campainhas
Dang dang, tring tring, ftang, ding dong, tantas campainhas! Para quê? Para incomodar, pois, em vez do toc toc, faz-se uma barulheira desnecessária.
E depois, zás, lá vamos a correr para abrir a porta até que há um chinelo no caminho e splash, alguém

Cândida e Manuel ― desafio nº 99

Era a estreia do teatro, o anfiteatro do Patronato estava a abarrotar, o público impaciente murmurava.  O patrocinador estava mais empolgado que os próprios atores!
O encenador, atrofiava, num entra e sai atroado, perguntando pelo Fernando, o ator principal.  Já lhe

Pedro Andrade ― desafio escritiva nº 18

O acolhimento
Enquanto estava em casa, lá fora soava o ping ping da chuva, apareceram um gato e um cão à minha janela, soltando “miau… miau” e “ão… ão” sofridos.

Sara Catarina Almeida Simões ― desafio escritiva nº 3

Cheguei a casa e suspirei. Lá fora, caía uma chuva miudinha e soprava um vento muito desconfortável. Pousei o guarda-chuva azul que pingava. Da janela, vi um casal de talvez namorados que na paragem do autocarro, abrigavam-se da chuva. Não havia mais ninguém na rua e de repente,

Lucas Marques ― desafio escritiva nº 18

Intervalo
Triiiim triiiim, já saem os alunos a correr. Catrapaz, lá cai o Miguel, ia apressado para jogar à bola. As meninas conversam sobre várias coisas. Piu-piu, os pássaros também ajudam na festança.

Eurídice Rocha ― desafio nº 18

Sombra foi
Possui inseparável lágrima contudo verte-a pela alma e rodopia a rude autenticidade.
Embrulha-se no corpo e consolida o tempo estancado. Esvaziado entre mágoas, sem exalar vento

Inês Assunção ― desafio escritiva nº 18

Um dia chuvoso
Estava um dia de chuva, ping ping ping, eu ouvia. Fui à sala, tic-tac, tic-tac, tic-tac, fazia o relógio. Liguei a televisão, aff, lá estavam as desastrosas notícias do mundo.

Desafio nº 117

O desafio de hoje pretende dar visibilidade à Psoríase, uma doença que afecta 150 a 200 mil pessoas em Portugal. Quem padece desta doença confronta-se diariamente com situações de preconceito e estigma em contextos sociais e profissionais. Nos jovens, a Psoríase poderá condicionar, e muito, esta fase importante da vida.
O lançamento da campanha “Catarinalândia: uma miúda cheia de vida e alguma psoríase” pela Associação Portuguesa da Psoríase é o mote para este desafio de histórias em 77 palavras.
Vamos dar espaço a quem sofre desta doença para que nos conte a sua história, mas vamos igualmente «calçar os sapatos do outro», ajudando a compreender e querer saber mais quem precisa. Preparados?

A minha história é esta:
Olho-me ao espelho. Sinto-me a falhar, esta intromissão parece-me uma injustiça capaz de me estilhaçar os dias. Baixo a cabeça, evito cruzar-me com indiferenças e espantos. Prefiro não existir para eles!
Mas tu chegaste e levaste a mão ao meu queixo, obrigando-me a ver-te. Sorriste-me, retiraste os cabelos, prontos a disfarçar tudo, do meu rosto. Pegaste na minha mão e mostraste-me como o caminho é de esperança. Para ti, a psoríase é um detalhe numa amizade genuína.
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Desafio nº 117 – uma história para ajudar a combater a psoríase
OUVIR
EXEMPLOS

28 março 2017

Rosário Ribeiro - desafio 20 (em dose descontraída)

Há algum tempo que andava muito feliz e bem-disposta, sempre a murmurar cantilenas! Isto acontecia desde que ele fora à loja vê-la.
Gostava dos seus piropos: havia uma ternura tão intensa nele que fazia Juliana sentir-se sempre

Laura Diniz ― desafio escritiva nº 18

Ora essa, medo?
Se chamava Marina, a linda menina. Tranquila, andava. Eis que, de mansinho, se aproxima o me…me… coff… coff… ic… ic… uff! Consegui, eu quis dizer medo.

Rosário Ribeiro ― desafio nº 38

Frase: Ho-je ac-or-de-i c-om- a c-ab-eç-a c-he-ia- de- pa-la-vr-as
Hoje acordei com a cabeça cheia de palavras.
Mas tenho os jeans tão aconchegados às pernas que a dor degenerou em alergia e estou com 

Elisabeth Oliveira Janeiro ― desafio escritiva nº18

Cenas Familiares
Tchantchantantan, que surpresa!  Um fato de treino, uau! Ainda não refeito, Pipo, ouviou um tonitruante toc-toc. Ao correr para a porta, paf, deu um trambolhão que o fez soltar um uff de
cansaço. Com o primo, entrou uma abelha no seu estridente buzzz o que gerou snif no bebé Paulinho que logo tossiu coff. Pipo, pegou num sininho e fez blim-blém para o menino acalmar; antes, deu-lhe um ternurento beijo smack!  E o bebé adormeceu, tranquilo, zzzzzz...
Elisabeth Oliveira Janeiro, 72 anos, Lisboa
Desafio Escritiva nº 18 ― onomatopeias na história

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 8

Entardecer
Calaram-se, pesarosos, ao entardecer,
os canoros cantos dos pássaros
e de preto coraram-se os páramos.

Prazeres Sousa ― desafio nº 76

Era inacreditável ter de escrever em 77 Palavras!
Imaginar ser capaz de pegar na caneta e escrever, era impensável! Mas estava decidida a sair deste dilema! Arranjei maneira de estabelecer uma cumplicidade entre as palavras.

27 março 2017

Programa Rádio Miúdos - 27 Março 2017

Todos os programas gravados com a Maria e a Mariana Sanchez, e a equipa da Rádio Miúdos.

Indicativo do Programa - Música e letra: Margarida Fonseca Santos; Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso - Histórias de Cantar CD - Uma Conta Errada

Horário na Rádio Miúdos - todos os dias, às 7h30, 13h30 e 18h30 (repetindo ao fim de semana)
Para ouvir, abram o link da rádio, carreguem em «Desafios» e procurem o vosso dia!


Preço de ouro...
Tinha um ar fantástico! Os estofos em pele, a condução automática, o porta-bagagens gigante... sensacional!
O preço é que não agradava a ninguém... aquilo era caro como ouro! Queria ligar para o telefone que o folheto indicava mas depois apercebi-me que era o preço do carro.
Mas... que carro! Era um sonho! Adorava poder conduzi-lo!
Infelizmente acabei por não o comprar. Apanhei um comboio que ia de Torres Vedras até Carregado, perto de Vila Franca de Xira.
Laura, 10 anos
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Programas Rádio Sim - semana 27 Março 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).

Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

Quer saber que histórias foram lidas? Vá por aqui:

26 março 2017

Rosário P. Ribeiro ― desafio nº 19

A Júlia ficou sem pinga de sangue ao passar rente ao carro da florista Manuela e a troca de vitupérios que se seguiu entre elas foi um drama!
Eu fui testemunha involuntária daquela gritaria.

Alda Gonçalves ― desafio escritiva nº 17

Atrasei-me, não foi?! Foi a hora. Mudou. Não foi?!
Mudou e eu não percebi que estava atrasado...
Foi o relógio! Ele é que marca as horas. 

Rosário P. Ribeiro ― desafio nº 76

Furei nuvens até aterrar. A partir daí a minha única ideia é matar saudades deles.
Amanhã será um dia diferente, a passear em terras de Sua Majestade.
Finalmente cheguei à cama e decidida a quebrar a dieta, criada pelas circunstâncias, diverti-me. Eu e

Cândida Jardim ― desafio nº 3

1 camisola em cima do sofá à espera de sair de lá, 
2 cuecas no chão, à espreita do cão, 
3 t-shirts enroladas para serem lavadas, 

Luana Neves e Raquel Silva ― desafio RS nº 45

Certo dia, uma borboleta entrou na minha casota e não resisti a persegui-la.
Quando desapareceu, percebi que estava perdido! Caminhei horas a fio, com fome e frio, até uma enorme praça. Sentindo-me desamparado e desesperançado de encontrar o caminho de casa,

Ana Paula Oliveira ― desafio escritiva nº 18

Havia um fogueteiro que, de tão gaiteiro, fazia das festas profissão.
Havia arraial. Ftpum-pum-pum!
Havia eleições. Ftpum-pum-pum!

Francisco Vilhena ― desafio RS nº 45

Prova superada
Naquele dia, tinha um grande desafio pela frente: resolver três exames de diferentes disciplinas: Matemática, História e Português. Preparei-me, estudando horas a fio mas, mesmo assim, estava

Alunos da escola Encora ― sem desafio

A falcoaria
Era uma vez um Xeque de Oman. Gostava muito de caçar com o seu falcão. Um dia, depois duma reunião fatigante sobre a importância da equitação, o Xeque convidou o ministro de desporto de

24 março 2017

Domingos Correia ― desafio escritiva nº 18

Noite de insónia
Tudo a encrencar-me o sono. O dlam, dlam do relógio da igreja, seguido do tlim, tlim e do tic-tac do relógio de parede… tinha que aparecer ainda o irritante ping, ping da torneira por compor, o

Domingos Correia ― desafio escritiva nº 18

Noite de insónia
Tudo a encrencar-me o sono. O dlam, dlam do relógio da igreja, seguido do tlim, tlim e do tic-tac do relógio de parede… tinha que aparecer ainda o irritante ping, ping da torneira por compor, o

Domingos Correia ― desafio escritiva nº 18

Noite de insónia
Tudo a encrencar-me o sono. O dlam, dlam do relógio da igreja, seguido do tlim, tlim e do tic-tac do relógio de parede… tinha que aparecer ainda o irritante ping, ping da torneira por compor, o

Isabel Pinto ― desafio escritiva nº 3

O Homem
Era Setembro entardecendo. Chovia; havia vento. Seguia viagem, mas parou junto do lixo azul, na rua: roupa espalhada pelo chão. Esperava encontrar alguma para os pobres. Do nada um homem

Ana Biscaia ― desafio escritiva nº 18

Papppaaaaaaaaa
Ztrombbbb Ztrrrrrmmm
Era uma cor cheia de letras, e ao contrário, do avesso? Como se saberia, blarghhhh, zzzzztttt, zzzztttt,

Isabel Pinto ― desafio nº 105

Alheada
Vive consigo mesma uma insanidade. Sacrifica-se pelos seres amados. Envelhece, parando no tempo. Esquece-se de si (despertando para a realidade só para ajudar quem ama). Umas vezes, alheia-se,

23 março 2017

Alda - desafio RS nº 47

Que grande atrapalhação. Impossível terminar antes das quatro um desafio tão maluco.
Cometer um crime bárbaro? Não! Quem nunca se zanga, que aponte o dedo.
Xaile não rima com urso, que não pode com o jaguar, matreiro.

Fátima Andrade ― desafio escritiva nº 18

Uh... uh… pouca-terra, pouca-terra, chega o comboio à estação. A vaquinha Esmeralda toda contente responde:
― Muuuuu... ― Abanando a cauda num frenesim, shhh… shhh… enxotando uma mosca, sempre a

Eurídice Rocha ― desafio escritiva nº 18

Brutal…
Vrrrrrrrrrrre iiiiiiiiiiiiiiiiii
vrrrrrrrrrrrrrrre iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
vrrre puuuuuuummmmm

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 46

O pirata
Com preta perna de pau

pressuroso sulcava os maçadores mares,
entre risos sombrios de seco rum.

Prazeres Sousa ― desafio escritiva nº 18

― Acorda! grita a mãe de Miro.
― Zzzzzzzzzzzzzz
― Estás a ouvir? Vais chegar atrasado!

Luís Miguel Pessanha Isidoro ― desafio escritiva nº 18

Cocorococó, Cocorococó!!!
―  Muuuuuuu! ―  reivindica a Celeste durante a ordenha.
―  Miau ― diz baixinho o Tobias enquanto aproveita para lamber os bigodes.

22 março 2017

Quita Miguel ― desafio escritiva nº 18

Rendi-me
– Eu disse que isto era importante para ti.
Crack! Estatelei o copo no chão para não lho atirar à cabeça.

Fátima Ramalho ― sem desafio

Da janela deste quarto
Olhando o céu de Lisboa
Vejo passar de repente
Uma andorinha que voa

Ana Roboredo, Beatriz Pereira, Maria Bessa ― desafio RS nº 45

Naquela sexta feira, definiram-se os papéis da peça de teatro. Por sorte ou azar, atribuíram-me uma fala enorme. Na aula seguinte, a professora queria ver a nossa interpretação.

Mariana Ribeiro ― desafio RS nº 41

Tenho 3 primos
1 resmungão
2 muito queridinhos.

José Francisco Sousa ― desafio RS nº 45

Aperfeiçoando
Estava novamente perante uma folha de papel em branco, com um desafio de 77 palavras.
Pensei, pensei… mas não tinha inspiração para o tema do texto. Talvez por me julgar incapaz…

José Jacinto Pereira Peres ― desafio nº 91

Embora brasileiro e atração no balneário, novo na terra, motivo de conversa pelas raparigas na escola, a verdade é que Edilson não tinha jeito para jogar futebol. Fazia habilidades, só isso.  Sem proveito para a equipa.

Tiago Vaz ― desafio RS nº 45

Palavra de ordem: superar!
Tinha um teste de Matemática a aproximar-se! Mas não me apetecia estudar! E, por azar, era a disciplina em que tinha mais dificuldades. Tinha de as superar!

Manuela Almeida ― desafio RS nº 41

O meu primo número 2 é muito alto, magro e gosta de andar na rua a passear com a bola debaixo do braço. O meu primo número 3, que vive com o primo número 2, gosta muito de estar colado à

Raquel Martín-Garay ― 77 joints

Quando foi “incapacitado” para o trabalho de mecânico, passou a ser chofer de um político. Numa viagem feroz Málaga-Salamanca, deixou o chefe em casa para subir novamente ao carro e retorcer-se

João Sobral ― desafio RS nº 45

Absolutamente impossível!
No dia 15 de março, uma competente professora propôs aos seus queridos alunos do 5.ºD o desafio de escrever um texto com nem mais nem menos do que 77 palavras.

José Jacinto Pereira Peres ― desafio nº 93

Sem O nem U
Grande trabalheira se avizinha. A parada cresce a cada etapa. Esta parece difícil. E é. Claramente.
É escrever para ferver!! ☺ Nem sempre as ideias vêm ter à cabeça. Sem rimar, nem desenhar tentarei

Ana Rita Barreiro e Rita Vale ― desafio RS nº 45

Pânico!
Estava nos bastidores, pronta a atuar numa peça na qual prometi participar com a professora. Estava tão nervosa!! Era a protagonista e nada podia falhar.

Alda ― desafio escritiva nº 18

Na sala do avô existe um relógio que está sempre tic-tac, tic-tac, ritmado dia e noite. No inverno quando o vento sopra lá fora, vuvuvuuuu, o nariz a pingar, atchim, atchim, sabe bem adormecer no sofá com o Tíbias aos pés, ronronron. 

Luís Henrique Azevedo Barros Lima ― desafio RS nº 45

A horta do avô
O meu avô Henrique Azevedo era funcionário público (professor).
Quando veio reformado, para se entreter, comprou, perto da sua casa, um pequeno terreno que

José Jacinto Pereira Peres ― desafio nº 100

As palavras revelam algo fascinante. Escondem também. E cada combinação pode resultar numa mistura poderosa que surpreende e continuará a surpreender. Mesmo que se leia as mesmas palavras mais do que uma vez.

Lara Costa ― desafio RS nº 45

Página em branco
Ontem tive uma experiência extraordinária e nova na aula de Português. Contudo, quando a professora lançou este desafio, eu achava que não ia conseguir.

José Jacinto Pereira Peres ― desafio nº 107

Aplacar a fúria dos manifestantes consistia em provocar uma paralisia dos parlamentares que discursavam sempre palavrosamente, preferindo pluralizar os problemas em vez de os debelar. O pobre proletariado, face a uma prolixa doutrina de atos inconsistentes, acautelou os meses

Theo De Bakkere ― desafio escritiva nº 18

Ó dormidor preguiçoso
Ao alvorecer os pássaros já chilreiam em coro, mas no quarto do Elísio, só se ouvia o tiquetaque do espetador.
TOC, toc, a mãe bateu na porta, toc, toc e cantava bem-disposta:

Rodrigo Silva ― desafio RS nº 45

Querer é poder
Estava eu relaxado, visionando um programa televisivo interessantíssimo, quando a minha mãe me ordenou que depositasse o lixo no contentor da rua. Tinha já acumulado três dias de lixo, por

José Jacinto Pereira Peres ― desafio RS nº 46

Sem perceber porquê, a vida tinha, aos poucos, ficado uma RUÍNA.
Ao entardecer, o RALO irritante recomeçava a cantoria monótona de sempre!!!
Não lhe bastava o METRO cúbico de galerias para viver regaladamente…

Catarina Pereira - desafio RS nº 41

Perseverança
Tinha um teste de Matemática a aproximar-se, mas não me apetecia estudar… Por azar, era a disciplina em que tinha mais dificuldades. Mas, tinha de as superar. Portanto, tirei as minhas dúvidas,