30 novembro 2017

EXEMPLOS - desafio nº 130

Espiga e seus vários significados. Pode ser tantas coisas, desde simples espiga de milho. Pode ainda ser algo maçante, um prejuízo, logro ou calote. De qualquer forma, podemos sempre aprender.

Estar preparados pois algo pode acontecer pelos caminhos que trilhamos na trajetória da vida. Coisas bem boas, outras que parecem querer nossos dias atrapalhar.
Fica a lição: 
De “grão em grão” que nos chega temos que saber com alma, equilíbrio, debulhar espigas…
E sempre com muita ESPERANÇA!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

A ESPIGA estava madura, era hora de CEIFÁ-LA.
Ainda madrugada, mulheres de FOICE em punho e MERENDA preparada em sacos de RETALHOS, que as nossas HABILIDOSAS avós costuravam.
Levavam nos olhos a ESPERANÇA de um amanhã melhor, e confirmavam-no nas canções que entoavam.
Depois de malhado na eira, ao sabor do vento separado, ia para o moinho, ser triturado.
Quando o pão vinha para a mesa, fruto desse árduo trabalho, a Deus era agradecido, por tê-lo abençoado.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela

Que espiga terrorífica!
Quando jogava futebol, o Rafael provocou, abruptamente, mil estilhaços no vidro da janela do gabinete da directora.
Esta, sendo extremamente austera, até tinha a alcunha de "Cruela"... ficaria de castigo eternamente.
A visão enevoou-se, os óculos quase saltaram dos olhos... que desgraça!
Mas vislumbrou esperança na sobrevivência, porque ela estava gentil.
Somente ordenou-lhe que fizesse um trabalho sobre "O desporto é pai da violência; a literatura é mãe do progresso".
Afinal, os milagres acontecem!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Já não vou ao Espiga desde o teu último sorriso.
A pretexto de um copo que quase não bebemos, ficamos ali em amena cavaqueira até que os olhos nos denunciassem.
Ah, os olhos e as mãos, e todo o corpo que cedeu à fragilidade do disfarce.
Foi de amor e de amar que falamos, embora disfarçados em bons amigos.
Foste embora com promessas trocadas e levaste o meu sono.
Tenho medo! Estas tuas últimas palavras tiraram-me a esperança.
Fernando Morgado, 62 anos, Porto

Escapa-se-me um sorriso ao ouvir protestos vindos do quintal contíguo aos contentores do lixo – “mais roupa para engomar, que espiga!” Tivessem comido o pão que o diabo amassou, como eu… Não sei o que é roupa engomada, casa… A rua é o meu lugar, mas sonho! Sonho que um dia, o fogo que me aquece ao relento será trocado pela lareira duma sala repleta de livros, de música, numa harmonia a que chamo felicidade. Alimento essa esperança.
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira

Que espiga! O novo hóspede com cama e mesa. Embora a dona sirva grandes porções, os dois outros internos estavam bastante inquietos. Pois, o recém-chegado olhava com olhos gulosos para eles, dois ciprinos dourados num aquário. Com a pata tentava apanhá-los. Felizmente, aqueles peixes eram experimentados nadadores e curiosamente sabiam ladrar como caniches. Formidável! O Gato fugia em pânico. O logro dos ciprinos foi um êxito e tinham a esperança que ele nunca os incomodará de novo.
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia Bélgica

Hoje vamos à espiga. Estava um dia de sol intenso, mas queríamos ir apanhar milho, um cereal muito comum naquela zona, para depois trazer para a eira da avó.
Na aldeia dos meus pais era habitual trazê-lo num carro de bois ― que diversão tão grande ― apesar do calor daquela altura do ano.
De noite vamos à desfolhada. Quando me sair um milho rei vou poder dar um beijo à Joana! Tenho esperança de que vai ser hoje.
Carlos Rodrigues, 59 anos, Lisboa

Nos campos destruídos da aldeia, a criança encontrou uma ESPIGA.
Lembrava-se delas, em Casa da Mãe, quando havia PÃO para todos.
Sabia a Sol, a ÁGUA que os meninos bebiam na fonte.
Era o TEMPO de brincar, até o sono chegar.
Hoje é sempre NOITE; pó, escuridão por todos os lados.
Será que o SOL também fugiu?
De repente, um raio da sua luz tocou a mão do Menino, que sorriu. Ainda podemos ter ESPERANÇA. Natal, talvez!
Margarida Freire, 75 anos, Moita

Nunca mais vi algo tão belo como aquela tarde!... Todo o campo dourado era um oceano sem fim, aonde cada espiga falava sobre os segredos das ondas, e guardava consigo os murmúrios das marés. Estava calor. Era Verão. A aragem que soprava fazia aumentar a maravilha da seara que ondulava calma. Foi quando segurei hesitante a tua mão, e te pedi que ficasses. Foi quando sorrindo me disseste que tinhas a esperança de não precisares de partir.
Maria da Glória Ana Martins Vilbro dos Santos, 50 anos, Negrais, Almargem do Bispo – Sintra

A cada Quinta-Feira da Ascensão, corríamos cedinho, para trazer o ramo mais bonito. Mandava a tradição que fosse pendurado atrás da porta, na esperança que nunca faltasse o pão.
Agora já não corro pelos campos, mas continuo a ter o meu raminho, oferecido carinhosamente pela melhor Mãe do mundo!
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá

O jantar
Espiga, o velho labrador, dormia calmamente. Repentinamente abre os olhos ao sentir o cheiro do pão acabado de cozer que Sara colocava sobre a mesa mesmo a tempo do jantar.
Só esperava que o avô chegasse cedo e não perdesse o convívio inicial. Se chegava tarde ficava aborrecido. Depois descontava nele, escondendo-lhe os ossos!
Embora tivesse péssimo feitio, o avô, se chegasse cedo, era a alegria em pessoa. Era daquelas pessoas que renovam a esperança na humanidade.
Carla Silva, 44anos, Barbacena

Vítor debulhava espigas, sustento da família. Tantas!
― Parece castigo! O pai não compra a debulhadora, ninguém merece!
Inesperadamente, uma espiga destacou-se, os grãos brilhavam. Parecia falar. Tinha uma beleza incomparável. Ficou paralisado! Virou-se, olhou o Sol e, num ápice, uma rapariga sorriu e disse-lhe:
― Vi como eras terno, doce, gestos suaves ― apaixonei-me!
Convidou-o a segui-la, pois tinha como esperança descobrir a divindade do mundo. Quando o viu, teve a certeza que conseguiria alcançar a sua nobre aspiração. 
Ana Beatriz, 39 anos, Lisboa

Sê feliz!
Que espiga, repetida,
O tempo de te aturar
Custou-me ver a saída
E poder-te descartar!

Foste o encanto falido,
Da minha vida falhada,
Encantador, tão polido
E brilhante na fachada…

Sedutor e mentiroso,
Teu estilo emolduraste,
Galã, bonito e vaidoso,
Esperança irradiaste!

Foram falsas artimanhas,
Muitas vezes engendradas,
Foi uma vida de manhas
E peripécias muito ousadas…

Até chegares ao limite
Da criação e ciência!...
E, por isso, o meu convite:
― Sê feliz!
Já não tenho paciência!...
Maria do Céu Ferreira, 62 anos, Amarante

Observo o céu azul, desejando que as nuvens o preencham, e fecho os olhos, procurando sentir os pingos de chuva na face, mas apenas o vento marca presença, gelando o ar e retirando-lhe a pouca humidade que ainda permanece.
Entro em casa com os olhos embaçados, percebendo que as minhas lágrimas assinalam o fim da esperança.
Quita Miguel, 58 anos, Cascais

Esperança
Na espiga, Pequeno Grão de Trigo esperava num campo onde as plantas se vestiam de ouro. A chuva caía muitas vezes e deixava pontinhos brilhantes.
Um dia, o fazendeiro esfregou as mãos, sorriu. Estava com outros homens.
Os sacerdotes voltaram em dois dias e colheram a espiga de Pequeno Grão e algumas outras, formando um molho. Um homem de barbas brancas disse no templo que esse molho simbolizava um Menino que nasceria naquele ano e traria esperança.
Celina Silva Pereira, 67 anos, Brasília, Brasil

espiga fazia parte do brasão e dos pergaminhos de família. O pior era a nova geração, que descurava apegos a outras eras em que a soberania fazia parte duma fidalguia há muito em declínio. A casa senhorial implantada nas cercanias da aldeia, impunha-se pelo belo. austero estilo. Lutavam os senhores feudais pela perpetuidade da importância familiar, mas os descendentes desvalorizavam. Residia a esperança na afilhada Juliana, menina de áulicos dotes, dada ao cerimonial e ao aparato.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 73 anos, Lisboa

Na Quinta-feira da Ascensão é tradição apanhar a espiga.
mãe apanhou papoilas e malmequeres para haver sempre amor e alegria. O pai apanhou espigas de trigo para haver sempre pão, ou seja, para não faltar a comida e o filho apanhou um raminho de oliveira para existir paz e luz.
De seguida, o José foi participar num jogo de andebol e marcou dez pontos. À noite foi ver a dança da Maria que falava de esperança.
3°/4° B, EB Galveias, professora Carmo Silva

As ESPIGAS passavam a DOIRADAS numa pressa aflitiva. Há muito não via uma seara tão composta, mas se o SOL e o CALOR apertassem, espigaria antes de tempo. Nunca fora homem de rezas, mas foi até a Igreja. Sentou-se em silêncio olhando a Virgem. Ela entenderia a sua aflição! A SECA não tardaria.
Quando saiu, a CHUVA caía de mansinho... Voltou para junto da Senhora que agora lhe pareceu sorrir. E sentiu o coração cheio de ESPERANÇA.
Isabel Lopo, 71anos, Lisboa

O dourado de um campo em espiga invade-me a consciência quebrando os limites do corpo, ainda assim, sinto aquela aspereza delicada roçar-me a pele, enquanto saboreio o calor do ar aspirado. O restolhar aglutina o som da chuva que bate na janela, deixo-me pairar pelo mundo das sensações daquela paisagem, recuso e aniquilo qualquer pensamento simbólico, que ensombraria a perfeição. Só ao vento abro as fronteiras do sensorial e com lentidão um redemoinho fresco envolve-me de esperança.
Lourença Oliveira, 46 anos, S. João do Estoril

Milho-rei
Todos queriam achar uma espiga milho-rei. Nas desfolhadas, o avô dizia:
― Nesta eira, quem acha mais milho-rei, é quem mais espigas desfolha.
O avô dizia isso na esperança de todos trabalharem mais.
― Que seca!
Um ano, em segredo, pedi à avó, uma abada de espigas milho-rei do ano anterior.
Previamente, escondi-as debaixo do folhelho. Sentado no sítio certo, de vez em quando, sem ninguém perceber, pegava num milho-rei e anunciava:
― Mais uma!
E assim passei por herói!
Domingos Correia, 59 anos, Amarante

Fernando Morgado ― desafio 130

Já não vou ao Espiga desde o teu último sorriso.
A pretexto de um copo que quase não bebemos, ficamos ali em amena cavaqueira até que os olhos nos denunciassem.
Ah, os olhos e as mãos, e todo o corpo que cedeu à fragilidade do disfarce.
Foi de amor e de amar que falamos, embora disfarçados em bons amigos.
Foste embora com promessas trocadas e levaste o meu sono.
Tenho medo! Estas tuas últimas palavras tiraram-me a esperança.  
Fernando Morgado, 62 anos, Porto
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança


Lourença Oliveira - desafio 129

Quantas vezes te disse: Luna estás desatenta, presta atenção. Agora
classificas como tirania e lamentas a nossa decisão! Tarde demais, o
Natal já bate à porta. Refaz a lista, apenas três presentes serão

permitidos. A sério, já a tens em cima da minha mesa com um sumo
de toranja natural… e a minha caneta prateada preferida… hum! Isto
cheira-me a esturro… só anotaste um pedido? Ora, deixa-me ver: queridos
pais, sou rainha da “imagilândia”, preciso de sossego.
Lourença Oliveira, 46 anos, S. João do Estoril
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio 130

Que espiga terrorífica!
Quando jogava futebol, o Rafael provocou, abruptamente, mil estilhaços no vidro da janela do gabinete da directora.
Esta, sendo extremamente austera, até tinha a alcunha de "Cruela"... ficaria de castigo eternamente.
A visão enevoou-se, os óculos quase saltaram dos olhos... que desgraça!
Mas vislumbrou esperança na sobrevivência, porque ela estava gentil.
Somente ordenou-lhe que fizesse um trabalho sobre "O desporto é pai da violência; a literatura é mãe do progresso".
Afinal, os milagres acontecem!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança


3º/4º B, EB Galveias ― apanharam-me!!!

O Aniversário da Guidinha
Ontem a Guidinha fez anos, o azar é só dela, cada ano que passa ela fica mais velha!
Parabéns para ti, Parabéns para ti. Parabéns para ti, mas o bolo é para nós!
Esperamos que tenha tido um dia de anos com muitos desafios, muita saúde e com muitas prendas.
Vai ser espetacular porque os teus anos vamos celebrar!
Muitos Parabéns para a Guidinha! Os teus anos vamos celebrar!
Um “Manel” vamos comer, Muitos Parabéns a valer!
3º/4º B, EB Galveias, professora Carmo Silva

(Queridos amigos, que engraçado! E até descobriram como embirro com o «Guidinha», que divertido! Muito, muito, muito obrigada!)


Hugo Sousa ― desafio 37

O menino com nome Nuno foi com o pai divertir-se perto do rio, onde o Nuno escorregou e entrou dentro do rio e o pai fez o mesmo. Dentro do rio o Nuno divertiu-se. Ele viu um peixe e descobriu um pote, um tesouro cheio de dinheiro e no tesouro uns cem milhões de euros. O Nuno pegou no dinheiro e levou o dinheiro todo. No exterior o Nuno foi comer um bife com um brócolo cozido.
Hugo Sousa, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Natalina Marques ― desafio 130

A ESPIGA estava madura, era hora de CEIFÁ-LA.
Ainda madrugada, mulheres de FOICE em punho e MERENDA preparada em sacos de RETALHOS, que as nossas HABILIDOSAS avós costuravam.
Levavam nos olhos a ESPERANÇA de um amanhã melhor, e confirmavam-no nas canções que entoavam.
Depois de malhado na eira, ao sabor do vento separado, ia para o moinho, ser triturado.
Quando o pão vinha para a mesa, fruto desse árduo trabalho, a Deus era agradecido, por tê-lo abençoado.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança


Júnior Tavares ― desafio 3

A minha vida numeral
Olá, eu sou o Júnior. Os números andam sempre comigo. Tenho dez irmãos e o meu número preferido é o um e tenho oito pais. Tenho seis casas, três quartos, quatro televisões, cinco salas e nove cozinhas para fazer comida deliciosa para encher a minha barriguinha. Tenho duas disciplinas, português e chinês. E esta é a minha vida cheia de números! Que canseira! Os números são mesmo muito complicados. Tenham uma vida cheia de números, portem-se bem.
Júnior Tavares, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro
Desafio nº 3 – números de 1 a 10



Chica ― desafio 130

Espiga e seus vários significados.
Pode ser tantas coisas, desde simples espiga de milho.
Pode ainda ser algo maçante, um prejuízo, logro ou calote.
De qualquer forma, podemos sempre aprender.

Estar preparados pois algo pode acontecer pelos caminhos que trilhamos na trajetória da vida. Coisas bem boas, outras que parecem querer nossos dias atrapalhar.
Fica a lição:
De “grão em grão” que nos chega temos que saber com calma, equilíbrio, debulhar espigas...
E sempre com muita ESPERANÇA!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança


Salomé Cruz ― desafio 3

Em Palmela, moro no lote 7 da Rua do Jasmim. A minha best chama-se Rita, mora no lote 2 com os seus 3 irmãos e com 10 primos. Na minha rua mora também o vizinho Francisco, que vive com a mulher, a filha e 9 galinhas. Ao fundo da rua existe uma pequena fábrica de madeira, o dono tem 1 cão, 4 Máquinas, 6 gatos e 5 filhas.
Há 8 famílias na minha rua, adoro lá viver!
Salomé Cruz, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro
Desafio nº 3 – números de 1 a 10


Patrícia Marques ― desafio RS 32

Dizia não,
mas era com convicção!
Não havia nele arte ou expressão;
só mau feitio e muita falta de educação.
Num belo dia de sol, passou-lhe à frente um cão
e tal foi o desagrado que não hesitou em dar-lhe um empurrão.
Se tivesse coração,
e não fosse um resmungão,
não estaria disponível para usar em vão
essa expressão tão negativa que é quase um palavrão.
Vá-se lá explicar ao rapaz que aquilo é vício; não tradição.
Patrícia Marques, 45 anos, Entroncamento
Desafio RS nº 32 – a arte de dizer não


António Guedes ― desafio 37

O youtuber Greg Johnson 
Num domingo, o Greg Johnson quis ser youtuber e pensou muito sobre o nome do Youtube. Primeiro pensou “LITTLE O RICO”; em segundo pensou em “VENOM EXTREME”; e em terceiro pensou em “BERNY SHOT”. Ele nem sequer pensou e disse:
― Eu quero LITTLE O RICO.
Começou por um print screen e depois fez um vídeo de CS GO e de LOL.
Depois foi sempre como isto. E depois tornou-se o melhor youtuber Inglês.
António Guedes, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Beatriz Tavares ― desafio 3

Olá, eu sou Beatriz. Tenho dois anos, moro na rua três mas não gosto do número quatro. Tenho seis pais e uma mãe. Eu sei, é muito estranho, mas é assim vida. Os meus vizinhos moram nos números cinco e sete, gostam de brincar. Há senhoras velhas que falam sobre a vida dos outros, oito e nove vezes por dia. Assim, fui crescendo e tenho dez anos. Somos muito felizes e gosto muito deles.
Beatriz Tavares, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro
Desafio nº 3 – números de 1 a 10


Desafio nº 130

Cada um de nós irá encontrar um caminho de 7 palavras por associação de ideias (em verbos, substantivos ou adjetivos) que liga estas palavras:
ESPIGA ______________    ________________   ______________    ____________     ______________    ESPERANÇA.
As palavras que encontrarem entrarão pela ordem por que vos surgiram, serão o esqueleto do vosso texto.

O meu ficou assim:
ESPIGA ― ABORRECIDO ― SILÊNCIO ― SERENIDADE ― CONTEMPLAR ― ANALISAR ― ESPERANÇA

Que grande espiga! Vir à cidade é muito aborrecido. A ausência de silêncio retira-me toda a serenidade que guardo no meu retiro da aldeia. Lá, o tempo demora-se em mim, dá-me espaço para contemplar o dia, para suspender as incertezas da noite, para analisar o futuro que estou a construir. Neste bulício, não sou capaz. Mas basta-me regressar à aldeia na esperança de não voltar tão cedo. Ao ver a minha casa, já sou de novo eu.
Margarida Fonseca Santos, 57 anos, Lisboa
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança
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EXEMPLOS

29 novembro 2017

Margarida Freire ― desafio 1

Foi no “Cavaleiro Andante” que a conheci.
Amor à primeira vista, daqueles que guardamos no coração Vida fora. Um dia, fui ao seu encontro.
Manhã enevoada, quando comecei a subir a Serra, que tem um nome curioso – Água de Pau.
As voltas sucediam-se, a neblina ia cedendo à pressão da Grande Estrela. Em breve esta brilhava em todo o seu esplendor.
Parei, olhando-a num SORRISO feliz. Senti que tinha valido a PENA.
Finalmente, a Lagoa do FOGO…
Margarida Freire, 75 anos, Moita
Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo


Theo De Bakkere ― desafio 7

O subterfúgio
Havia além da vinha de castas <<sete-espiga>> uma casa na árvore, aplicavelmente chamada "O Sete-Estrelo. Ali, sob a copa de uma pereira da saborosa variedade «Sete-Cotevelo>>, reuniam-se neste lugar disfarçado cada sete dias, sete garotos que organizavam jogos de enigma e discussões científicas, embora muitas vezes as reuniões fossem apenas um subterfúgio para fumar às escondidas e jogar o baralho "sete-e-meio". Incontavelmente proibida pelos pais, essa provocação adolescente ficava mais cativante que qualquer bicha-de-sete-cabeças para aqueles futuros académicos.
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia Bélgica
Desafio nº 7 – história onde entre 7 vezes o número 7


Sofia Costa ― desafio 37

Em pleno mês de novembro, o Luís resolveu, com o seu fiel e peludo Scott, descobrir novos trilhos no bosque. Esse bosque é misterioso e sem luz e contém um segredo muito bem escondido cujo conteúdo somente um miúdo de espírito puro e inocente pode descobrir.
O Luís usou os seus poderes únicos e, sob um céu encoberto, descobriu o mistério resumido num código de três dígitos.
Três dígitos? Que dígitos? Descobre-os tu! O poder é teu!
Sofia Costa, 13 anos, Agrupamento de Escolas João da Silva Correia, S. João da Madeira, prof Ana Paula Oliveira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Elsa Alves ― desafio RS 49

Mesmo quando tenho uma certeza absoluta e acho que encontrei o caminho desejado, sem para tal precisar da linguagem, as palavras dão-me sempre a volta. As palavras iludem-me, desfazem-me as certezas, prevalecem sobre os dados imediatos da minha consciência. Desconfio delas, embora saiba que são o meu último reduto. Conseguirei proceder à difícil operação de passar a admitir o inadmissível? Razão tinha, certamente, Ulisses que tapava os ouvidos para não escutar palavras que destruíssem a sua liberdade.
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira
Desafio Rádio Sim nº 49 ― operação


Beatriz Lourenço ― desafio 37

Um menino correu, correu, correu e de repente tropeçou no pé do seu tio. Como o menino ficou muito triste, o seu tio deu-lhe um bolo com muito creme, coco e nozes. Depois de comer foi com o Rodrigo ver um filme cujo título é "O monstro e o tigre", um filme de terror muito feio e violento que eu vi no último inverno. Depois de o ver fomos comer um bife com ovo e muito molho. 
Beatriz Lourenço, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A



Ana Paula Oliveira ― escritiva 26

― Olhe, dona Celeste, estamos muito indignadas. E pode dizer ao seu patrão, eu própria lho direi. Não se admite, chegar à nossa beira e mandar-nos calar porque estamos a falar muito alto e incomodamos os outros clientes! Por amor de Deus! Não estávamos a dizer mal de ninguém, não estávamos a dizer segredos, nem a falar dos namorados das outras. Era só o que faltava! Isto é um local público e não podemos falar alto?! Que indignação!!!!
Ana Paula Oliveira, 57 anos, S. João da Madeira
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


Simão Pinto ― desafio 37

O Homem
Um Homem conhecido por Hugo ficou muito feliz por ter conhecido um Engenheiro muito inteligente que desenvolveu um projeto: um robô que se controlou dentro do “The Test Room’’. Esse Engenheiro venceu outros engenheiros com muitos projetos bons como o ‘’Remote Control’’ e o telefone incrível que tem muitas funções. De noite, o Senhor Engenheiro sentiu-se horrível pois bebeu muito vinho. Bebeu, bebeu e morreu. Então o Hugo ficou triste por o Engenheiro ter morrido.
Simão Pinto, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Júnior Tavares ― desafio 80

Na véspera de natal estava tudo nublado. Júnior estava desconsolada. A família não vinha passar o natal porque não tinha teias de ouro para apanhar o mini avião, e continuava desgostosa. Não tinha ninguém que passasse o natal com ela e não estava com espírito do natal no coração. A família aranha ganhou a lotaria das teias de prata e fizeram-lhe uma surpresa. Viajaram até sua casa. No dia seguinte, houve muitas prendas para dar e oferecer.  
Júnior Tavares, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro
Desafio nº 80 – o Natal da aranha


Leonor Pedrosa ― desafio 37

José
Eu conheço um menino cujo nome é José. Ele tem um pé enorme! Enorme como um besouro venenoso! Eu costumo dizer-lhe isto:
― Ó José! Porque tens o pé enorme?
― Porque o meu tio me fez viver com o futebol desde pequenino e desde esse tempo o meu pé cresceu! ― responde-me ele, sempre que eu pergunto.
Ele sempre jogou futebol muito bem, é um ótimo médio direito! Ele corre como um leopardo com fome!
Leonor Pedrosa, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A



Flávia Cruz ― desafio 80

Num dia como os outros, a dona aranha Mariana estava a passar pela rua e lembrou-se que já era natal. Ela foi a correr para casa e perguntou à sua filha mais velha:                                            
― Filha, queres ajudar-me a preparar tudo para o natal?
― É claro, mãe.
Elas começaram por fazer a árvore de natal em forma de teia. Finalmente, quando acabaram, foram comprar presentes. Quando já era meia noite, as duas celebravam com presentes e comida.  
Flávia Cruz, 6º M Casa Pia de Lisboa – CED Nuno Álvares Pereira – prof. Teresa Monteiro
Desafio nº 80 – o Natal da aranha


Sofia Lopes ― desafio 37

― Ouvi um sussurro! ― disse Miguel.
― Foi o meu peixe! Tens de ser sereno… ― respondeu Zoey.
― É difícil!...
― Porquê?
― Porque neste mundo posso morrer nos momentos felizes.
― É o melhor pretexto que tens?
― Sim… queres ir ter com o José?
― Pode ser! Podemos ler um livro com ele depois do concerto no porto?
― Como é óbvio!
No porto, eles leem um belo livro, e veem o pôr-do-sol. Deste modo, concluem o domingo deles: com um bonito e feliz momento!
Sofia Lopes, 6ºA, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A