03 maio 2017

Dia 3 de Maio, 18h30, Buchholz - 77 palavras

Juntem-se a nós!

Vamos conversar sobre os desafios, as histórias, o projecto.

Desafios em 77 palavras,

um livro da Edicare,

numa livraria de que tanto gosto,
a Buchholz, junto ao Marquês de Pombal em Lisboa

26 abril 2017

Rita Botelho ― desafio nº 113

Rita é uma mulher muito feliz.
Tem uma grande amiga chamada Marta.

Regina Gouveia ― desafio nº 114

Era uma linha ondulada, de menos infinito até mais infinito. Depois, começaram as restrições. Passou a reta. Continuava a viajar entre infinitos, mas o percurso ficou empobrecido.

Rita Afonso Botelho ― desafio nº 115

E o sol se põe, o jantar se faz, um repouso no sofá, uma criança a brincar. O sono ataca primeiramente a criança e a mãe aproveita esse sono. Durante esse sono, com sonhos e pesadelos,

Paula Tomé ― desafio escritiva nº 19

Entre o antes e o agora, ainda sou...
Sou amarela, grande. Tenho asa. "Chávena Almoçadeira"... nunca percebi... Almoços? Não… 

Lia Cunha ― desafio RS nº 34

Num lindo dia, enquanto passeava, vi uma menina graciosa a partilhar uma bolacha: vi o pacote de bolachas vazio, pois tirou a última e quis partilhá-la com um menino que a fitava. Depois disso, vi

25 abril 2017

Reutilizar livros

Lá em casa, já não havia espaço para mais livros. Estantes a abarrotar, nas mesas, nos quartos, no sofá. Por todo o lado, só livros. Livros de história, de histórias infantis, poesia, ensaios, romances. O avô sempre que os visitava, dizia: ― há livrarias com menos livros. A avó exclamava: ― credo! Nesta casa não se vê mais nada...
Até que um dia a mãe resolveu reutilizar os livros, fazer um armário para livros, com livros. Adoramos. Ficou giríssimo!
Alda Gonçalves, 49 anos, Porto

Desafio Escritiva nº 19 ― vidas passadas de objetos

Ana Paula Oliveira― desafio escritiva nº 19

Nasci flor. Vermelho em todo o seu esplendor. Discreta e sem vaidade, de suave odor mas com muita cor. Cor do amor.

Regina Gouveia ― desafio escritiva nº 19

― Adereço bonito!
― Fi-lo, usando uma ágata e um botão da minha avó, herdado por uma filha que o guardou junto de outros. Poderiam dar jeito... Nunca o reutilizou.

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 35

A alma viajante
A minha vida é um barco abandonado
que, entre as matreiras ondas,
luta, bravio, soçobrando à deriva.

Maria do Céu Ferreira ― desafio escritiva nº 19

A sina da boneca
Nasceu boneca vistosa,
Elegante e enfeitada,
Perfumada como rosa,
Sendo muito estimada.

Domingos Correia ― desafio RS nº 48

Lua Cheia
Eu, gata vadia, acabei no gatil. Vida triste, sem alma.
Felizmente, fui adotada.

24 abril 2017

Carla Silva ― desafio escritiva nº 19

A caneta
A escuridão invadiu-a novamente.
― Amanhã, será amanhã.

Celina Silva Pereira ― desafio escritiva nº 19

A banqueta
Eu acompanhava um órgão e devia servir para que minha dona se assentasse e tocasse harmonias. As partituras ficavam guardadas dentro de mim.

Alda Goncalves ― desafio RS nº 48

Acordou. Mais uma noite mal dormida. Como tantas outras ultimamente. Horas que se arrastam, a pensar ou a fugir ao pensamento. A fugir de si mesmo.

Programas Rádio Sim - semana 24 Abril 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).


Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias


Lúcia Costa ― desafio escritiva nº 18 Programa Rádio Miúdos 24ab17

Estava na sala com a minha irmãzinha, a ensinar-lhe os sons dos animais (Ela já sabe o da vaca muuuu, o pato quá quá, o gato miauuuu, o cão ão ão, …), quando oiço a panela a borbulhar plop. Veio um cheirinho tão bom, hihami!

22 abril 2017

Isabel Lopo ― desafio escritiva nº 19

O velho copo de cristal recordava-se de fazer parte do melhor serviço da casa. Agora, por ser o único que sobrara, vivia numa vitrine, mesmo baço e lascado.

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 52

Silêncio 
Mudas ficarão nas vagas tabernas
as melodiosas cordas das guitarras
bocejando entre aromas de ginjinha.

Theo de Bakkere ― desafio escritiva nº 19

Um maço de poemas
Queria ressurgir como um maço de poemas, escrito na língua materna de Camões de qual sou amante. Além, nas terras lusófonas, encontrarei sempre um leitor ou um ouvido dócil que tal prosa saiba

Natalina Marques ― desafio escritiva nº 19

O teu dono nunca repôs a letra que perdeste.
Foste posta de parte, esquecida num canto, porque agora há um novo teclado.

Andrea Ramos ― sem desafio

Não vale a pena desesperar – o amanhã será bem melhor!
Encontrei a tristeza, ela queria aprisionar-me, puxava-me os cabelos e espancava-me com força.
O lago de lágrimas surgiu.

20 abril 2017

Sandra Évora ― desafio RS nº 48

Fui trezentas, fui mil
camponesa, nobre senhora, artesão.
Fui mel, fui vil,
Pássaro, peixe e leão.

Chica ― desafio escritiva nº 19

Os velhos cucos
Reentrou na casa dos pais. Fechada. 
Mãe na clínica, pai morto. 

Margarida Fonseca Santos ― desafio escritiva nº 19

Estou tramado com isto. É uma despromoção e tanto! Quando era importante, fechava uma embalagem de preciosos conteúdos informáticos (dizem, que a mim nunca me deram informação

Desafio Escritiva nº 19

Eu confesso que gosto de reutilizar tudo e mais alguma coisa, que fico feliz quando posso dar uma segunda vida ao que quer que seja e adoro, adoro, adoro, comprar coisas em segunda-mão. Ora, isto faz com que eu imagine muitas vezes como foi a vida anterior de um determinado objeto, como era o seu dono, se foi bem ou maltratado, esse tipo de coisas inúteis para o progresso do Mundo, mas que a mim me deixam bastante mais tranquila.

Ora é exatamente isso que proponho desta vez: imaginem como foi a vida de um determinado objeto, por que atribulações passou, que sacrifícios teve que fazer. Eu deixo-vos aqui um dos muitos exemplos que vos podia dar, já que me dedico a imaginar vidas passadas em objetos do quotidiano.

Tinha nascido para ser lata, coisa herdada de família a que não se atreveu a dizer que não chegado o momento de acolher, mesmo contrariada, aquelas sardinhas. Se ainda fossem umas lulas recheadas, um bacalhau com grão, mas sardinhas... O que não imaginava é que acabaria no meio do mato, numa ração de combate convertida finalmente em cinzeiro. De repente, sentiu saudades do mar e das sardinhas, respirou fundo e conseguiu ainda sentir aquele cheiro a escama.
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 35 anos, Salamanca
Desafio Escritiva nº 19 - vidas passadas de objetos


19 abril 2017

Turma do 1º ano ― sem desafio

Triiiiiiiiiimmm!
Nem precisava de despertador…
A minha irmã, irritada com aquele som estridente, resmungava de forma eloquente:

Andrea Ramos ― desafio escritiva nº 14

Princípio 6.º - A criança precisa de amor e compreensão
Minha filha rodeava-te o jardim da vida, em tardes amenas gostavas de lá passear, cantando as melodias que te ensinei.

Andrea Ramos ― desafio escritiva nº 14

O princípio nº 7 - Direito à educação (…)
Não te deixaram brincar. Queriam fazer-te homem à força.
(Ninguém tinha esse direito!) Direitos tinhas tu e não o sabias. Limitavas-te a obedecer.

18 abril 2017

Lia Cunha ― desafio nº 59

Hoje é o meu “dia não”: não acordo a horas. Vou tomar o pequeno-almoço, não há pão. Abro o frigorífico, não há leite. Desenrasco-me, como e vou lavar os dentes, e não há pasta.

Mariana Garcez ― desafio nº 109

Na aldeia, atapetaram de flores aquele caminho que ia dar à igreja, só para tu passares.
Levitei por entre um nevoeiro de Outubro que descia às ruas e se derretia nos becos. Ar não havia

Andrea Ramos ― desafio RS nº 48

Envelhecer…
Ela viu-se ao espelho. Espanto o seu… não compreendia aquele olhar, nem o rosto manchado. Virou-se. De lado, os ombros pareciam carregar uma tonelada. Porquê aquela figura de um dia para o outro?

Rosário Ribeiro ― desafio nº 61

Estou tentada a tirar-te daqui. Dentro tenho espaço. Tenho vivido tanta coisa tão estranha tramada por ti, que tenho de te largar. Todos podemos ter momentos terríveis. Todos nós temos dias! Mas tu finges

Emília Simões ― desafio RS nº 48

Era noite alta e Francisca, sozinha, toda enroscada no canto da lareira como se fosse um gato. Para ali estava, sem ninguém para conversar e, por vezes, o medo assaltava-a. A sua vida era assim. Nunca

Rosário Ribeiro ― desafio RS nº 7

«Isto está um caos!», resmunga Henriqueta. No horto, o vento fizera estragos. Ao ver o Domingos dormindo encostado à parede, grita «Até me dás asco, com tanta preguiça! Pega nesse saco e guarda

Formação no CPR de Brozas

CPR de Brozas, formação com Luís Leal (e Joana Marmelo), aproveitando o «erro» de uma criança italiana ao criar a palavra petalosa, leia aqui.

Lia Cunha ― desafio nº 37

Num belo e frio inverno, um menino bonito de nome Miguel encontrou no bosque frondoso um esquilo cinzento, e tentou mexer-se sem que o esquilo tivesse medo. Sugeriu-lhe que o seguisse. O

Isabel Pinto ― desafio escritiva nº 5

Magreza Extrema
A anorexia assombrou-lhe a vida numa idade inesperada; quando o risco da manifestação é pequeno. O sofrimento vivenciado mentalmente, a superação dos seus limites, em prole da luta pela

17 abril 2017

Programas Rádio Sim - semana 17 Abril 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).

Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

Quer saber que histórias foram lidas? Vá por aqui:

Sofia Graça ― desafio RS nº 41 Programa Rádio Miúdos 17ab17

Olá, chamo-me Sofia e tenho 11 anos: tenho 1 irmã e 3 primos.
O meu primo Diogo foi hoje operado. Fiquei preocupada, mas agora já sei que correu tudo bem.
As minhas primas são ainda bebés, com 7 e 13 meses.

16 abril 2017

Programas Rádio Sim - semana 10 Abril 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).

Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

Quer saber que histórias foram lidas? Vá por aqui:

15 abril 2017

Isabel Pinto ― desafio escritiva nº 3

O Homem
Setembro entardecendo. Chovia. Havia vento.
Seguia viagem, mas parou junto do lixo azul, na rua: Roupa espalhada no chão. Esperava encontrar

Maria João Travassos ― desafio RS nº 48

Os anos passaram e isso era bem visível na sua cara. As rugas vincadas já não podiam ser mais disfarçadas e denunciavam a passagem do tempo. Demorou a perceber que eram sinónimo da vida

Carla Silva ― desafio RS nº 48

Um novo eu
Negando-me a aceitar aquele rosto como meu, fecho os olhos e tento encontrar-me. Durante a passagem, a vida deixara as suas marcas, rugas vincadas junto aos olhos, que há muito perderam o

Rosário P. Ribeiro, 60 anos, Lisboa

Pensei que fosse impossível retroceder deste jeito! Sempre gostei de conhecer gentes diferentes. Equivoquei-me! Descobri que um desconhecido pode ser doloroso! E pode mesmo deprimir, pondo

Laura Garcez ― desafio RS nº 48

Estados de alma
Dulce viveu, cometeu erros, mas nunca prejudicou ninguém. Repentinamente, os dias tornaram-se dolorosos. Marginalizavam-na, tratavam-na com arrogância, queixavam-se de  odores. Sentia-se

Isabel Pinto ― desafio RS nº 48

O mesmo rosto como outro
Recorda-se como se de um sonho vivo se tratasse. Olhava o espelho, diariamente, e dele via o seu rosto que era outro: o da amiga imaginária, com quem dialogava e vivia peripécias infantis. Ela

Rosário P. Ribeiro ― desafio nº 3

A 1 de Abril partimos para Nova Iorque, com toda a família. Ficámos num apartamento de 2 quartos, que nos acolheu aos 4, ainda que com alguns encontrões à mistura! No 3º dia, a convite do pai, fomos

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 93

Canto das sereias
Entre as salgadas vagas bravias
as sereias afinavam as gargantas
para, matreiras, cantar tristes cantigas.

Isabel Pinto - desafio nº 109

Solidão
O dia estava quente para a época. Encontrava-se na praia repleta de gente, mas o sentimento de solidão não a abandonava. Onde antes se sentia acompanhada agora sentia um nada. A angústia.

13 abril 2017

Isabel Lopo ― desafio RS nº 48

Olhou para o espelho e não se reconheceu. Teria mudado tanto naquela noite? Era um rosto marcado, duro, traçado de rugas como se fossem cicatrizes.

Maria Leonor Moura ― desafio RS nº 48

Era de manhã, por volta das 7:30. Como já era hábito, vesti o meu robe e fui a correr para a casa de banho, para cuidar dos meus cabelos que são, incontestavelmente, os mais difíceis de pentear. Mas

Rosário P. Ribeiro ― desafio RS nº 48

Saiu de casa, aliviado. O duche lavara os sonhos. Na paragem do 58, viu gente a quem sorriu. Ninguém reparou nele, olhando o autocarro que chegava. Entrou e viu reflectido no espelho do

12 abril 2017

Amélia Meireles ― desafio RS nº 48

Desenfreada deu um jeito no quarto e, numa correria louca, conseguiu adiantar o jantar. Estava atrasada e toda transpirada. Deitou mão à toalha que estava pendurada na cadeira. Limpou o rosto.

Theo De Bakkere ― desafio RS nº 48

Na sua idade avançada!
Arrumando o sótão, o dono encontrou uma moldura pequena com a imagem desconhecida do seu pai. Contente, meteu-a no bolso interior. O que não tinha observado foi o facto que se tivera refletido a

Amélia Meireles ― desafio nº 117

Sempre se conhecera com aquelas manchas estranhas. Iguais às da mãe, cuja generosidade e capacidade de amar nunca se esconderam sob as crostas brancas que se estendiam pelo corpo. Era

Ana Paula Oliveira - desafio RS nº 48

Olho-te, espelho. Deverias refletir-me, tal como sou, mas não! Acordaste maluco e devolves-me a figura que eu queria ser, mas não sou, nunca fui.

Amélia Meireles ― desafio escritiva nº 18

Com o toc toc habitual o mensageiro trouxe o tema do desafio. Ah! Que é isto? Psst, espera, deves estar enganado! Trocista o mensageiro, soltou da sua boca um enorme grr!!! Uau!! Isto é de loucos,

11 abril 2017

10 abril 2017

Chica ― desafio RS nº 48

No espelho
Era um dia aparentemente normal, como os demais...
Levanta cansada, como sempre ultimamente.

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 99

O trovão
Entre as pretas nuvens atropeladas
atroz atroava com som retumbante,
e de atropurpúreo véu cobriam-se os céus.

Natalina Marques ― desafio RS nº 48

Olhei-me ao espelho, a imagem que vi deixou-me aflita, sem saber o que fazer.
Alguém me disse:
― Vai à bruxa desfazer o feitiço.

Trindade Pereira ― desafio nº 116

Ao romper do dia, José Júlio recebia na mercearia o padeiro Adriano. Conversavam sobre, negócios, viagens... Adriano larapiava sempre um perfume ao bolso. José Júlio, dava pelo desfalque de frascos

Sara Ribeiro - desafio nº 23

Tenho uma quinta muito bonita. Tenho um leitão e outros animais. De manhã, quando o despertador tocou, vi os óculos de rolha de cortiça. Fui buscar comida para os animais. Quando pus comida

Rosa Lino ― desafio escritiva nº 14

Sou a Helena, tenho sete anos de idade e sei que tenho direitos. Sei que o Sr. Presidente sabe a importância destes direitos. Como criança, tenho direito à educação, à alimentação e à diversão. Mas

Elisabeth Oliveira Janeiro ― desafio nº 117

Laura Laborinho
A manhã, fria e nebulosa, conferia na iniciação do dia, com a disposição de Laura Laborinho.  Vinte anos de existência, muitos passados em angústias, tristezas, receios, dúvidas. Uma injustiça.  Aquelas

Iggi da Conceição ― desafio escritiva nº 4

As minhas sapatilhas preferidas desde pequeno eram as Nike. Comecei a usá-las com os meus cinco anos de idade e desde então apaixonei-me por elas. Usava-as para quase tudo, cuidava muito bem

Cândida Jardim ― desafio nº 19

Pedro trupou à porta.
Estava a topar a potra.
que olhava um prato preto de papas.

Andreia Carvalho ― desafio escritiva nº 15

Já dava para cheirar o molho da carne... O cheiro era muito bom, mas antes de finalizar, provei o molho mais uma vez... faltava alguma coisa; tinha a certeza que faltava algo. Seria o alho, a cebola...

Jaime A. ― sem desafio

Timbrei o meu escrito:
os verbos,
os sujeitos
(tantos esses),
os complementos
(que, na sua limpidez,
na precisão do seu eixo
nada apontavam).

As palavras, tantas vezes,
nem mostram a humildade
de um poente
caindo sobre si,
cisne morrendo-se.

Entretanto,
tenho de escrever,
escrever muito,
escrever de cor,
escrever até 
a dor derrotar os sentidos.

Que ofício este!
Ser e não ter,
ter e não ser...

(...)

e as palavras sem dono,
sem mestre,
vogando,
vogando sempre.
Jaime A., 52 anos, Lisboa

Khanyisile Mditshane ― desafio escritiva nº 15

Os pais do meu marido estão na cidade em visita, e eu tenho de cozinhar o almoço! Estou nervosa, porque tenho todos os ingredientes menos um: falta-me a farinha! Eu vou cozinhar uma empada com

Prazeres Sousa ― desafio nº 117

A caminho da farmácia, cruzo-me com Anita, uma amiga de criação.
Abraçamo-nos saudosamente.
― Como estás, Anita? ― Sentia-a em baixo.

Sharon Noa ― desafio nº 111

― 111, posso ajudar?
― Tenho um problema!

Isabel Pinto ― desafio nº 109

Solidão
O dia estava quente para a época. Encontrava-se na praia repleta de gente, mas o sentimento de solidão não a abandonava. Onde antes se sentia acompanhada agora sentia um nada. A angústia.

Domingos Correia ― desafio nº 66

Baile de finalistas
No baile de finalistas, as raparigas tiravam papelinhos numerados dum pote, os rapazes doutro. Formavam pares aqueles a quem saíssem os mesmos números.

Isabel Pinto ― desafio nº 103

Emoção inexplicável
Nada mais havia a fazer, depois de ter cedido ao beijo. Perguntava-se, por um lado, como consentiu, por outro a emoção foi avassaladora. Houve uma fusão afectiva inesperada, improvável e

Rafael Santos ― desafio nº 59

Nãonão posso desistir, pois não serei ninguém se não agir!
Não posso ficar desanimado, tenho de seguir em frente!
Não posso deixar que me despeçam assim tão facilmente, não!

Mariah Cerazo ― desafio RS nº 34 Progr Rádio Miúdos 10ab17

Um homem que vive em espanto deixa portas abertas num sonho. Ele é igual a todos os outros, mas vive em espanto. A sua vida é assim. Anda por aí. Vive de manhã e sonha à noite. Vai deixando as portas abertas, para que qualquer um entre. Será que não tem medo? Que qualquer indivíduo invada o

Desafio Rádio Sim nº 48

E o que será que vão escreve a partir desta imagem?
A personagem principal ao olhar para o espelho, 
encontra a sua silhueta coroada por uma cara que não é a sua.

Pois, já devem estar a refilar comigo, mas experimentem.

Eu andei aqui às voltas, mas consegui isto:
Já de chaves na mão, naquele amanhecer atribulado pela mudança da hora, resolveu compor o cabelo para disfarçar o banho apressado, a roupa amachucada e as olheiras, que mostravam quanto bebera. Correu até ao espelho. Largando chaves e pasta, gritou. O rosto devolvido não era seu, mas sim do chefe, de voz arrastada por um alcoolismo indisfarçável. Esvaziou as garrafas por beber. Voltou a medo ao espelho. Apaziguou-se. Ali estava ele, depois de uma noite para esquecer.
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Desafio RS nº 48 ― um rosto diferente no espelho

06 abril 2017

Mireille Amaral ― desafio nº 76

Subi duzentas escadas e cheguei lá em cima! Alcancei a vila, aquela cidadela mística ― Puebla de Sanabria. 
Lá, meu País está evidente. É legenda de gravuras e de imagens medievais. 

Rafael Santos ― desafio nº 23

Hum, aquele leitão que comi...! Só tenho um problema, quando se abre uma garra de vinho deito sempre a rolha fora!
Para mim, comer no almofariz é como não ter pratos em casa! 

Trindade Pereira ― desafio nº 89

Na selva, os animais estavam preocupados com a gripe do elefante. As ervas deitavam-se quando ouviam a sua tosse seca. A flora começou a ficar contaminada com o mesmo vírus,

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 82

O navio
Obstinado percorria, entre cantos,
as marés sombrias
oscilando, prazenteiro,

Trindade Pereira ― desafio RS nº 44

Passou por mim numa correria, nem me respondeu aos bons dias. Apanhei as chaves que lhe caíram no chão, nem me agradeceu. Que falta de educação! Dirigiu-se ao carro errado, nem reparou na pasta que lhe caiu no chão. Que despistado! Anda na lua!

05 abril 2017

Ana Fernandes ― desafio nº 116

Naquele dia o Zé Júlio, merceeiro do fundo da Rua do Prior, saiu de casa cedo. Os pés desceram as escadas do “Quebra-Ossos” e viraram à esquerda no arco de Almedina. O demais foi enfiado na única farpela que possuía. A cabeça, essa avolumava-se a pensar na Maria, a quem roubaram

Carla Augusto ― desafio nº 117

Hoje mudei. Não por acaso, mas porque ganhei forças. Amedrontada, com comichão, mas fui!
A mãe nem percebia o que se passava. Horas a preparar-me…
Dissera-lhe que não jantaria em casa. Nem se atreveu a perguntar nada, há muito que me via isolada.

Ana Fernandes ― desafio nº 115

Há quem saiba que de noite não se batizam pensamentos. Não se consomem angústias, nem se afugentam medos.
Há quem diga que de noite o sono é leve para quem é infeliz e come pouco. Porque quem come

Rafael Santos ― desafio nº 76

― Mana, estás inspirada? É que me lembrei de repente que… ― Queres ver um filme? ―  insistiu Rafa.
― Pensei num filme fixe! “A Bela e a Fera”.

Ana Fernandes ― desafio nº 89

Hoje é dia não! Para além de ter apanhado uma terrível constipação e carregar uma tosse seca que não passa. O meu chefe lembrou-se que, só porque sou o único jornalista da redação que tem um gato

04 abril 2017

Celina Silva Pereira ― desafio nº 115

Fim de noite
Fim de noite e de um grande fim de semana, com variados painéis: igreja, música, futebol, namoro – as duas tardes e esta última noite dedicadas a este. Às onze horas retornara para casa de carro.

Ana Fernandes ― desafio nº 116

Naquele dia o Zé Júlio, merceeiro do fundo da Rua do Prior, saiu de casa cedo. Os pés desceram as escadas do “Quebra-Ossos” e viraram à esquerda no arco de Almedina. O demais foi enfiado na

Carla Silva ― desafio escritiva nº 18

A noitada
Maria, rapariga desembaraçada e solicita, não tinha boa cara.
― Uma má noite?

Ana Fernandes ― desafio nº 115

Há quem saiba que de noite não se batizam pensamentos. Não se consomem angústias, nem se afugentam medos.
Há quem diga que de noite o sono é leve para quem é infeliz e come pouco. Porque quem come

Daniel Pedro ― desafio escritiva nº 18

Uma História sem sentido
Certo dia, um miúdo estava no largo a brincar com os amigos, quando chegaram umas moscas com o seu ruído irritante ― Bzzzzz ― mas, entretanto, o seu cão com um “ão ão” feroz, pô-las fora dali.

Ana Fernandes ― desafio nº 89

Hoje é dia não! Para além de ter apanhado uma terrível constipação e carregar uma tosse seca que não passa. O meu chefe lembrou-se que, só porque sou o único jornalista da redação que tem um gato

Ricardo Rocha ― desafio escritiva nº 18

Certo dia, fui passear a minha cadela, que ladrava ão ão para tudo o que via.
O senhor das obras, que fazia bum bum com o martelo na madeira. O sino da igreja tocou três vezes, ding dong, era hora do almoço. Fui para casa, bati à porta toc toc.

03 abril 2017

Miguel Machado ― desafio RS nº 41 Programa Rádio Miúdos 3ab17

Sou um menino feliz e contente, tenho um primo sempre sorridente.
A minha família é grande o suficiente para que me perca no meio de tanta gente.
17 dos meus primos estão alegres constantemente, sendo que 7 são primas, bonitas efetivamente.

Programas Rádio Sim - semana 3 Abril 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).

Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

Quer saber que histórias foram lidas? Vá por aqui: