29 fevereiro 2016

EXEMPLOS - desafio nº 104

Ana Teresa, Estava Muito Perdida. Olhava Simplesmente!
Até Tentava Estar Mais Presente. O Seu Abraço Também Encolhera.
Muito Petrificada O Sentia.
A Total Estranheza Mais Podia Observada Ser.
Ana Tereza, Embasbacada, Modificava Pouco O Semblante.

Aquilo Tornava E Muito! Profundo, O Silêncio.
Ana Tremia e Movia-se Pouco. Olhos Surreais.
Aonde Estaria Esse Motivo Pelos Olhos Silenciosos?
Ah! Tanto Essa Moça Parecia Ocultar Sozinha!
Aquilo Tornava Entediante!
Muitas Pessoas Observavam, Sentiam Algo Tremendamente Estranho!
Mas poucos Ofereceram Socorro!
Chica, 66 anos, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Amanheceu. Tenho este maldito pressentimento. Ontem senti a tua energia muito presente. O sol adivinhava-se translúcido, em mágicas palavras. Observamos sempre a ternura explícita mais perene. Ocultamos, serenos, admiráveis textos e músicas, pinturas; orgulhosos sedimentos antigos, testemunhos estranhos, magias prodigiosas. Olhamos sobre a timidez exemplar mais piedosa. Ondulam sereias além tempestades em mares profundos. Os sonhos abraçam, ternos, estes momentos. Para onde segue a terra em movimento? Paradigma ou sequela? Ânsia transformadora envolvendo maravilhosos paraísos ocultos, secretos.
Paula Coelho Pais, 54 anos, Lisboa

A tempestade era muito perseverante! O Samuel agora tinha emprestado, mais prontamente, o serrote. Assustado… trancado, esperava. Mas porquê o serrote? A tempestade espreitava manhosamente, pois ouvira Samuel a tecer enfadada maledicência! Porque ousava sempre agredir tempestades? E muito paulatinamente, o Samuel, a trupe e mais povo ouviriam, silenciosamente, a tempestade espevitar-se! Malditos! Pindéricos! Ousavam silenciar a tempestade? E, momentaneamente possuída ousou, sarcasticamente, amedrontar todos! Esmagou-os, meticulosamente! Podia ouvi-los suplicar! Agora tinham e muito, para onde segredar…
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Mistérios de boticário
A temperatura estava muito próxima. Os sentidos, aturdidos, tomavam especiais medicamentos. Pós, olfatos, sorrisos. Até tratando, esbaforidas mezinhas punham olhos saudáveis. Alcatrão tisnava emplastros mornos. Paravam os sonhos. Alimento temporal e muito preparado: orgânico seco.
África trocava espinhos mortíferos por orgulho secular. Animais transgénicos estranhos moviam-se para outras savanas. Aceitando ter escolas mais populosas. Ouviam saboreando a tradição. Enquanto morriam prometiam olímpicas soluções.
Além Tejo era mistério para outros sabonetes. Artesanais tinham enxofre. Misteriosos, partilhavam óleos santos.
Alda Gonçalves, 48 anos, Porto

Aterrava-me... Tentava esconder, mas poderia o sábio amanhecer tremer em mares poéticos? Oh! Sapateava, Ana, triste e medonha... Padecia o sapato a tempestade. Em momentos, percebia o significado... amizade... termo esse mendigado por obscenidade sedutora alistando, temo eu manifestar, pobres oscilações severas: todas estendidas maravilhosamente por oceanos sagrados ancorando tempestades estudadas e mapas prontificados. O Sérgio amava-a... temia eu mudanças.... Poderíamos obtusamente ser amigas? Tanto esperei... Mandavam-me poesia oculta. Saudava apertadamente, tudo escrito... Mandara-me: pois. 
Orgulhosamente, selei.
Catarina Conde, 16 anos, Seixal

Até tento entender… Memórias particularmente obscuras selam/aprisionam turbulências emocionais. Mas posso ouvir-te, sempre! Amor, tenta! Encorajo-te: mima, partilha, observa, sofre, acredita. Tens em mim palco onde sincronizar ânimos.
Tomara, eu mesma, poder ofuscar-te, silenciosamente, algumas tormentas.
Escuta Miúdo: Paz obtém-se semeando altruísmo, tanto, envolve memória pelos outros, sensibilidade. Arrependimento também é magnânimo, propiciar-te-á olhar-te sem artimanhas.
Tu és magnífico! Pudera, olha só, afinal tu és meu prodígio! O ser, a ti entrego, Meu Príncipe! O Sublime. 
Mireille Amaral, 40 anos, Gondomar

Ser
Amor: tentou encontrá-lo, mas perdeu-se, olhando-se sem alegria.
Ternura: enfrentou-a, mortificado pelo orgulho, sem avaliar termos e motivos. 
Paixão: ocultou-a, subjugando amores tenazes.
Esperança: meditou, pensando obter satisfação, alegria, todavia encontrou maledicência, pesar, ostracismo. 
Simplicidade: acolheu-a, tornando-se egocêntrico, melancólico, perscrutando o silêncio acalentador.
Temor: encontrou-o, martirizado perante olhares sórdidos, atraindo terríficos espécimes marcados por obsessões sobremaneira ansiadas. 
Tentação: encarou-a, maldizendo pobres obreiros sem ambição, tentando encontrar motivos para ocultar sentimentos, apenas tendo em mente promover o ser.
Quita Miguel, 56 anos, Cascais

Por onde seguirei?
Acreditei. Tinha Eu Motivos? Poderia, Ou Sonhei Acordada. Tola, Enredada Misteriosamente Por Olhares, Sentimentos.
Ando Toda Errante, Mais Perdida, Ocultando Sorrisos, Acanhada, Tudo É Muito Pouco, Oco, Sem A Tua Existência.
Me Pergunto: Outro Sentir Assim Terei?
Então Me Pego Olhando Seguidamente As Tuas Escritas, Mensagens.
Pequenos Objetos Sobraram,
Abraços Teus...
Embaraços Meus,
Prantos Ocultos, Sonhos Abortados,
Travo Em Mim.
Provo O Sabor Amargo. Tenho Embotado Meu Pranteado Olhar.
Suspiro, A Tua Eterna Miragem.
Por Onde Seguirei?
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Anseios temerosos e mágoas pernoitavam opressoras, sem alteração, teimando em manterem-se presentes, ofuscando saberes acalentados timidamente e manifestados prudentemente. Ódios silenciosos acendiam-se, tendo endurecido mesmo Prudêncio. Os seus amores tempestivos ensombrados misteriosamente por orações sobrenaturais acabaram, tendo enfurecido Maria, por Orlando saber antecipadamente todo envolvimento maquiavélico processado, obrigando sem advertências terminar estas manobras perigosas obscenas, sádicas, agressivas, tendo encarecidamente manifestado prudência ocultando saberes antigos temendo endurecer mais Prudêncio. Olhando sabiamente a tempestade encontrou muros para ocultar sobressaltos.
Maria Silvéria dos Mártires, 69 anos, Lisboa

Aprender tango, enfrentar medos, planear, ousar sempre. Ana traçara estas metas.
Partiu ontem sem arrependimentos. Testemunhei eu mesma: parecia outra. Sorria!
Argentina timbrará esta menina para o sempre. Apaixonados tangos embalaram-na. Mudou-se para onde sentiu adrenalina.
Tenho em memória palavras ousadas: “Sonharei, alcançarei, testemunharei, emocionarei mesmo passando outros sentimentos antagónicos...”
Tenho esta minha previsão: Obstáculo superado!
A tempestade esvaziara-lhe mente, pensamentos, obrigações, sorrisos... A tempo ela mergulhou para outra sintonia. Ámen.
Tempo...executador maravilhoso perante o sofrimento!
Vera Viegas, 32 anos, Penela da Beira

Aquela tertúlia era muito pouco ortodoxa: sabíamos!
Aquário tabernal e mavioso para os sábios.
Aristides tinha entrementes muitos planos obscuros, secretos.
Assim tivesse ele muito poder, ousaria subjugá-la.
Ababelado, transmutou-se em Montemorency para oprimi-la sadicamente.
Adele também era muito perspicaz: ouvia silêncios!
Assustava todos estes mafarricos, parecendo ornado
Ah, tonta estúpida, mulher pérfida, ousada, sanguessuga!
Aristides tremia esta maquiavélica putéfia: ocultismo secular.
Astuciosamente, tramou emboscá-la mortalmente, postulando orgíaco sangue.
Ambos tiveram estavanado merecimento: pereceram ouvindo Schönberg!
Fernando Morgado, 60 anos, Porto

A telegrafia emitiu mensagem "Pnmeumoultramicroscópico".

O sinal alarme transformou em mobilização pessoal, o super-homem!

Astronautas também embarcaram muito prementes. Ostensivamente somente à toa. Embora manobrassem pouquinho, o satélite avançaria, teleguiando entre meteoritos pedrosos. O supersónico arcaico transportou explosivos mortíferos para os soldados autóctones. Todos esperavam maiores perigos ofensivos.  a terra era mais preservada.

Ora, sobreviverão as tropas estes marcianos preponderantes! Oxalá salvar, aquele tempestuoso e marcial personagem, o super-homem aterra. Esmagara-os manhoso pela ousada supremacia.

Theo De Bakkere, 63 anos, Antuérpia Bélgica

Até trazia erros, mágoas presentes, ostensivamente, sem animar-me tratá-las enquanto me ponho olhos sutis até tragá-las, enfaticamente. 
Minhas possíveis orgulhosas sombras agendadas, tragicamente, em meu próprio olhar sôfrego aterrorizam-me.
Tenho, enquanto me proponho, obsessivamente, saná-las animadamente.
Tomara eu me ponha ordenada!
​​
Somente assim tratarei, energicamente, minha pessoa otimista, sossegada a ter ênfase. 
Maravilhas prováveis ocorrerão, sustentar-me-ão! 
Até tocar, enfaticamente, meus propósitos, olharei sistematicamente, aos transtornos emocionais meus.
Posso observar, simplesmente, a Trindade em mim?
Para onde seguirei...
Rosélia Bezerra, 60 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Amei-te Tanto, Em Momentos Perdidos Ou Sofridos
Agora Tento Esquecer-te, Mesmo Perdendo Orgulho Simplesmente.
Antes Tivera Eu Medo, Porque Os Sonhos Ávidos Têm Em Momentos Perdido O Sentido.
Amar, Também É Mimar, Perdoar, Omitir, Sentir A Tentação Emergir.
Mesmo Pondo Os Sentidos Alerta Terei, Eu Mesma, Prometido Omitir Saturações.
Antes Tive, Embora Muito Poucas Oportunidades Sorridentes.
Angariar Ternura, Elogios, Milagres Para Olvidar-te.
Salvar A Tua Egoísta Mensagem Pela Ordem Seguinte.
Artolas Traíste-me, E Mentiste-me,
Pensas Ousar, Safar-te?
Natalina Marques, 56 anos, Palmela 

Descanso
A tempos encontrava muito propensa, olhando sabiamente.
Ao ter em mente propostas ornamentadas, sabia amar terna.
Eternamente.
Mundo poderoso, outra sabedoria.
Agonizante, terá estudado mesmo.
Porém, obra sequer alguma, tempestuosa, encontrará.
Mostrou profecia onde será a tarde em mensagens próximas.
O sinal apontará término.
Eventos, mantendo perspectiva.
O sábado.
Autocontrole, terremotos, epidemias, monções, pecados, omissos, salteadores.
À tropa experimentada, momento paciente.
O Senhor a tem em misericórdia.
Paciência, o Senhor acaba trabalhando em manter poder.
O salvo.
Renata Diniz, 39 anos - Itaúna/Brasil

Palavras Soltas
Agosto transmontano, excessiva multidão, patriotas obedientes, satisfeitos…
Adolescentes traídos, espantados, memórias pedantes, obscuras, subversivas…
Anónimos traídos e malogradas preocupações, obedientes sobressaltos…
Arrepios, tosse, eternos medicamentos, pigarreou o Silvino.
Arrogância triunfante, egocêntrica, mulher perturbada osobrevivente.
Astuta tradicional emissão perpétua obviamente sensual.
Antiguidades tecem esculturas míticas, penduricalhos osinfonias.
Autenticidade tarefa espalhafatosa, madrugada preocupada osobressaltada…
Austeridade transitória, enfraquecimento miserável, publicidade, omissão silenciosa?
Azáfama ternurenta, emoções mascaradas, pesadelos osilêncios?
Ameaças temporárias, esfarrapadas miragens, perigos osabotagem?
Cristina Lameiras, 50 Anos, Casal Cambra

Ainda tentei escrever-te magníficos poemas. O surreal. A tensão
emotiva misturou-se por ocultos segredos.
Apaguei temores e memórias, palavras omitidas. Sem apegos.
Tentei escrever-te, mas perdi-me onde sussurravam amarguras.
Tentáculos empedernidos manipularam-me palavras.
O sonambulismo amoroso, todavia, entorpeceu-nos; mas podemos ousar! Se
ainda tentarmos enaltecer momentos perdidos ou sofregamente apagar
tempestades emocionais.
Pois o sentimento, ainda, tacitamente emerge maduro, poderoso.
Ostentando sem atrapalhação ternuras. E murmureja:
Podemos obstruir silêncios!
Aventar, tacanhices, embirrações;
Mascar palavras omnipotentes sobre Amar!
Lourença Oliveira, 44 anos, S. João do Estoril

Ana tinha emprego mesmo palerma: observar sapos amestrados! Ter este maravilhoso passatempo ocupava-lhe sempre a tarde. E mais! Precisava observar sapos até terem engolido moscas pretas. O salário? Apenas trezentos e muito pouco. Ora sabendo Ana tamanha estupidez, magicou parar o serviço a tempo. Empregou-se melhor. Para o seu agrado, tem enorme motivação para o seu atual trabalho: emparelhar meias pretas! Ou seja, amontoar todas (e muitas!) peúgas. Ontem, sorrindo, Ana tagarelava: "Emparelhar meias pretas? Oh sim!"
Catarina Azevedo Rodrigues, 43 anos, Venda do Pinheiro

Muito trabalho, pouco dinheiro
Antigamente trabalhava-se exageradamente! Maria penteava-se, oleava-se, saía ajeitada. 
Tagarelando, examinava malas, panelas, oleava sapatos. 
Açucarava tudo, enchia malgas, provava osumos. Ainda tirava edredões, mudava peças… ósim…
Abraçava trabalho, exigindo mais? Pensas?
– Obrigado, senhor Abade!
Trabalhava enervando-se? Mentira.
Pela obra sadivinha tudo. Examinam-se malas, panelas…obras… sabe-se atrabalheiras exatas movidas pelas obrassolucionadas.
Alvísseras? Tilintava esmola magra pela obra satisfeita.
Abade Teotónio exigia, mas pagava, ousadamente, secas alvísseras.
Timaria extenuava-se, mortificava-se para obter sobejos…
Domingos Correia, 58 anos, Amarante

A TV estava muda por ora, sim. A tempestade estrondava. Muitas pessoas olhavam silentes. Apertavam-se todas em múltiplos pontos ocultos secos. 
Algum trovão estourava muito próximo. Ônibus se aproximavam todos entupidos.
Maria pegou o seu amado triste, ensopado, mal, perdido. Ouvi só: amanhã teremos este mau pedaço?
O sol agora torra. E muito pouco ouço sobre a tempestade. E meu povo olvida satisfeito a tormenta enquanto mira plantas orvalhadas sobre a terra. Estourem muitas palmas! O sol-aparecido!
Celina Silva Pereira, 65 anos, Brasília, Brasil

Sonhar...

Antes ter empobrecido,
Mas poder otimizar,
Sonhar alegre, tentar…
E, mesmo, poetizar!

O sonhar alegremente,
Traz-nos entretenimento,
Mesmo, pode oferecer-nos
Salutar alheamento!

Tristeza é maçadora,
Parecendo ofuscar-nos,
Ser alegre traz-nos êxito,
Melhor podemos olhar-nos!

Sempre albergando tristezas,
Enfrenta-se mais pessimismo,
O sonho afugentado
Transforma-se em masoquismo!

Pois, o sonhar abrilhanta,
Trazendo, especialmente,
Motivos para ousar,
Sempre, afincadamente!

Tentando esvoaçar,
Melhora-se, por opção,
Sobrevoando a tormenta,
Enfrentando multidão!

Poetizando ou sonhando
Acolhemos terapia,
Estimulamos magia,
Progressos ou sabedoria! 
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

A Tempestade Está Muito Próxima. 
Ouço Sons.
A Temperatura Está Misteriosamente Prazenteira,
Os Sentidos Alertam-me, Tentando Encontrar Músicas
Para Ouvir.
Soletro Alguns Trechos.
Escuto Música... Piano? Ouço Somente A Tecla,
Está Mesmo Partida, Ouve-se Sarrafar.
Afinal Tinha Estado Muito Perto. 
Ouço, Sorrio... A Tempestade É Música Para Observar.
Seria Agradável Tê-la Em Muitas Pautas, Onde Sons, 
As Teclas E Músicas Pudessem Originar Sentimentos
Amorosos, Ternurentos, Enfim... Músicas Para Ouvir, 
Sonhar, Amar, Teclar, Entender. Mas Penso: Oiço Serena.
Maria Madalena Moreira de Carvalho, 65 anos, Peniche

Até tinha ensaiado muito, pensei. Olhei surpresa, andei, tremi. Estava mal-humorada. Pus os sapatos arranjados, tentei entreter-me, mas paralisei. O senhor apresentador tocou-me. Esperei.
– Meu público, ouço suspiros! Apresento-vos Teresa, esplêndida, maravilhosa! Procurai ouvi-la, senhores! Aqui têm!
Entrei. Medo, palco, ouvi soar a trompa, estremeci. Mas parei. Os senhores aplaudiram! Teatro! Estava maravilhada. Pus os sinos a tocar e mandei preparar o saxofone. Amabilidade, talento, esplêndido, maravilhoso, perfeição, ousadia, sentimentos, alegria, teatro! Esmerei-me muito. Pareceu-me ótimo. Saí!
Raquel Alves,12 anos, Escola Básica D. Pedro I Canidelo, prof Arménia Madail

Antigamente Teresa estimava muito Pedro, o sonhador. Alma temperamental experimentava momentos plácidos ou sofridos. Amava-o tanto e muito padecia. O sonho alterara-a, talvez, e mesmo pensativa ouvia-o sofregamente. Apetecia-lhe tanto emigrar… Mas, porque o seguia? Ainda teria energia; mesmo paulatinamente o seguiria. A Teresa era muito persistente, observadora, submissa. Aliados teriam escolhido Marrocos. Porém, o sonho apagara-se. Teresa escolheu Madagáscar para o seu amanhecer. Teria espaços, momentos, períodos ocultos, secretos. Antes temporariamente escondida, mas perseverança o supriria.
Emília Simões, 64 anos, Mem-Martins (Algueirão)

Antes tentei explicar-te, mas perdi o sentido a tudo. Estas minhas palavras outrora sentidas, agora tão estupidamente manuscritas pretendem ofuscar somente a tempestade, esquecer minha paixão. Ostracizar segredos.
Ando totalmente emaranhada. Meus pensamentos oscilam silenciosamente. Após tanto erro mergulhei perdida, obstinadamente só. Amorteço teimosamente este meu pensar. Odeio sentir a ternura encaixando-se melancolicamente, permitindo outro sentir.
Acaso tentaste encontrar-me? Mentiste-me, parti ofendida. Surpreendentemente amando-te.  Tua escusa magoou-me, permaneci oculta, surpreendida. Afinal, terminei então mais perdida ou sozinha.
Carla Silva, 42 anos, Barbacena, Elvas

Melancolía fílmica
Ah, te encargaré más para otra secuencia. Antes tenías éxitos, miedos, pero olvidaste; sálvate. Ando tiempo en mejorar, pásame otro somnífero. Ahora traeré el mejor pasado: otros sueños. Aguardaré; temprano empezará mi particular ocurrencia: solazarme. Acogeré tu empeño más privado o sucumbiré. Allá te expones; mi pasado ocupa subterfugios. Acapararé toda existencia múltiple para operar solícita. Ámame, te espero, mas procura obtener suerte, ante todo este momento premeditado o súbito. Aviva tu experiencia: memoria prometida, ocasional, selvática.
José Ignacio Martínez Gutiérrez. 57 años, Valencia de Alcántara (Cáceres), Espanha

A tibieza embaçava momentos prévios, outrora sonhados. Avistava tangências enrodilhadas, minuciosas perfídias ouvidas sem a timidez esculpida, manifestando pretensões obstruídas, simples acometimentos temperados. Enquanto mirava pelo óculo seminal, amotinava tamanho engodo, monstruosa paralisia ocultada sob a têmpora. Evitava mecanismos paralelos ouvindo silêncios, acorrentada. Tilintava extraordinárias mágoas profundas osculadas, sobretudo adivinhadas. Transferia entusiasmo, mero produto oprimido. Sensações aferrolhavam tal embrulhada, minúsculas pingas obviadas sulcavam a testa equivocada. Migalha pós-moderna olvidada sobre a toalha enaltecendo mudas palavras omitidas: sibila.
Vanda Gomes, 44 anos, Lisboa

Amanhã, tudo estará melhor, penso ocasionalmente! Saudade! A tua essência marinha persiste! Odor suave! A tua esperança marcou-me profundamente: olhar sempre as trémulas estrelas. Mesmo podendo ouvir sistemáticas advertências em momentos polémicos, olhos sempre as tuas estrelas! Maria, para, ouço severamente a Teresa exprimir! Mulher, para, o Samuel abandonou-te! Tenta esquecer!, murmura para orientar-se. Sinto a tristeza entrar mais profundamente! Ó sol ausente! Temos extintos maravilhosos! Porquê? O sol abandonou-me! Tu eras meu! Perdi os sentidos!
Fátima Fradique, 42 anos, Fundão

A tempestade
A tempestade ergueu-se, malquista, parindo o susto. Avançou tenebrosa em morosa, plúmbea, ostentação sonora. As telhas escorregaram molhadas, por ordem, silenciosamente. Aranhas, teias, escadas, mangueiras, perigosamente, oscilaram suspensas. A tenra erva murchou perplexa, oliveiras sufocaram.
A tutinegra encharcada manifestou, piando, obcecado sacudir. Aterrorizada, tentou ensaiar motivos para o salto. Abalançou-se tremendo, esticou-se, movimentou penas, olhou, soltou-se.
Acordou tonta, estendida, machucada por outros solos. Alegrou-se, tinha escapado! Maravilhou-se por ousar superar-se. A tormenta esvaiu-se, marchando para outros sossegos.
Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa.

Sonhos de um marinheiro
Afastava-se trémulo e medroso
por obscuras sendas, almejando tristemente
encontrar maravilhosos paraísos
outrora sonhados.

Ansiava tesouros escondidos,
mornas praias, ondas sossegadas,
aromas tropicais e mares prateados
oscilando sonolentos.

Anelava tranquilas espumas marinhas,
pérolas ocultadas sabiamente,
algas transparentes e peixinhos multicores
ondulando silenciosos.

A tempestade empurrou-o, malandra,
por outros sendeiros,
atrapalhando-o, traiçoeira, em marés perigosas,
ominosamente sombrias.

A ténue estrela matutina, passageira,
observava-o serena,
acalmando tristezas e misteriosos pesares
ocultamente segregados.

Assim transcorria,
esperançado,
mares profundos
olhando-os saudoso.
Mónica Marcos Celestino, 43 anos, Escuela Oficial de Idiomas, Salamanca (Espanha)

Ainda tinha esse maldito presente. Ontem soubera: a terrível efeméride mudara para o seu anterior território. Embora mostrasse públicos, ostentivos solilóquios, a tempestiva, empreendedora mulher pusera os seus atributos tendenciosamente em movimentos pró ordem social. Agora, tentava entreter multidões por ondulantes súplicas à tentativa enganosa, mediante possíveis organizações sindicais. Angariando todos e mostrando promessas ordinárias, sentava-se a tosquiar empates mortiços pelos olhos sempre atentos, tinhosos e manhosos, para os seus amigos. Tudo era mais profícuo; oh, sujeição!
Filomena Afonso Mourinho, 43 anos, Serpa

Antes, tudo era maravilhoso, perfeito ou simples…
Agora, terraplanagens, escavações, minerações perturbavam os serões.
Aldeialva tinha estrangeiros, máquinas perfuradoras operando subterraneamente.
Após terríveis escândalos mostrados pela ostentação sumptuosa, a terriola enfureceu-se, massacrando príncipes, ou seja, aqueles “tubarões” enriquecidos muito perspicazmente. Os sacanas!
Até Teodoro estranhou. Muitos políticos omitiram subornos.
Assim, tablóides escreveram múltiplas parangonas ou sublinharam as tramoias esquisitas maturadas pelo ofício subterrâneo.
Aqui, todos emudeceram, maquinando, perscrutando o sofrimento a transmitir: “Estes malandros perseguem óbvia sova”.
José Jacinto Pereira Peres, 44 anos, Castro Verde

Assumira Temporariamente Ensinar Matemática – “Palermice”, Observaste ‘Simpaticamente’. Alteraste Tendências, Esforçaste-te Muito Para Oferecer Simpatia. Atenta, Troquei Elementos, Movi Peças. Olhavas-me, Sorrindo!
Atabalhoadamente, Tentaste Envolver Místicas Profundamente Obsoletas, Sofisticadas. Atrevi-me, Torci Emoções, Mascarei Palavras, Ousando Silenciar-te. Abstive-me Temporariamente, Embora Mal Pudesse Ocultar Simpatia. A Tua Empatia Momentânea Possibilitou-me Outra Saída… Alteraste Tendências, Enfatizaste Modos, Posturas… Outros Sinais. Ao Teu Jeito, Modificaste Palavras, Ocultando Soluções. Antigamente, Teria Ensaiado Múltiplas Progressões, Obliterando Sinergias, Até Te Enlouquecer... Meu, Perdeste!! Ousei Sorrir!

Margarida Freire, 75 anos, Moita

Programa Rádio Sim 712 – 29 Fevereiro 2016

Ouvir o programa em podcast na Rádio Sim


Bem que avisaram!
O serviço de meteorologia bem que avisara!
Ninguém deu crédito à ele.
Assim, NADA MAIS HAVIA A FAZER... Tudo estava por perto destruído. 
Alagamentos, árvores sobre casas, muros...
SE TIVESSE EVITADO de vir para esse hotel fazenda no fim de semana...
Planos foram, junto com a enxurrada, por água abaixo.
Mas, AGORA, RESTAVA juntar os cacos, arrumar as malas e retornar à cidade!
Mas não perdiam as esperanças. Logo o programa seria retomado!
Tinham muito tempo ainda!

Chica, 66 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 
Desafio nº 103 – 3 frases impostas por ordem


Sr. Freitas

Conheci, antigamente,
Um cavalheiro galante
Autêntica personagem,
Refinado e brilhante!

Trazia sempre consigo
A caixinha do rapé,
Um lencinho na lapela
E apreciava café!

Possuía asas nos pés
E espírito inventivo,
Fazia um sapateado,
Altamente criativo!

Dançava na perfeição,
Ao ritmo da melodia,
Romântico, sonhador,
Embalava a fantasia!

E em noites de luar
Estremeciam donzelas,
Tocando-lhe ao coração
As serenatas mais belas!

Inventava piruetas,
Sendo homem às direitas,
E, assim, todos pediam:
Venha cá, ó Sr. Freitas

Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

Desafio nº 83 – texto sobre imagem de Francisca Torres

Desafio nº 104

Já uma vez tivemos um desafio assim, e foi fantástico.

Todas as palavras (incluindo artigos, preposições, tudo)
têm de começar por estas letras e por esta ordem:

A   T   E   M   P   O   S
Vamos a isto? É mesmo muito divertido…

Eu já experimentei e ficou assim:
Até Tentara Emendar-me, Mas Pus Os Sábios Antigos Todos Em Múltiplas Peripécias. Obscuros Segundos… Antes, Temia Estes Momentos Parados. Organizava-me, Sempre, A Tentar Energizá-los. Mas Poder, Organizado, Serviria? A Terrível E Maquiavélica Parceria, Obviamente, Só Aumentava Temores. Eu Mendigava Perdão, Ouvia Sermões, Atrapalhava-me. Terminava Em Minúsculas Partículas, Observando Saudosamente As Ténues Estrelas, Matutando: Poderei Ocultar-me? Salvaram-me As Tentativas Emocionadas, Milagre! Pude Ousar Salvar A Terra Em Mim. Parti, Ocultando Saberes, Atirei-me Tendo Em Mente Paraísos Ocultos. Safei-me!
Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa
Desafio nº 104 – letras obrigatórias: A T E M P O S
EXEMPLOS

O meu pai

O meu pai estava no escritório. Era inverno, ele tinha tosse. O lírio no meu jarro preferido, o que tem um desenho de elefante, bebia a água inocentemente. Que silêncio perturbador. O meu pai agrafava as folhas com o agrafador novo que comprámos. Ele está cansado, quase que não dorme para conseguir terminar o trabalho. Quase que não tem tempo para mim. Todo o dia ocupado, não descansa. Às vezes pergunto-me porque tem ele tanto que fazer.

Raquel Alves,12 anos, Escola Básica D. Pedro I Canidelo, prof Arménia Madail

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

Uma tarde Feliz


Rosa e Mara vão dar um copo de chá às irmãs Ana e Lara, para brindar os anos da avó Sara. Ela vai contar um conto sobre um belo lago de água doce, que fica perto da casa da prima Vera. A avó conta e elas pintam patos e flores com lápis de cera. Na caixa dos lápis, a avó Sara guarda um dedal de prata e linhas para coser. A avó e as netas riem juntas.

Sandra Martins, 43 anos, Portel, Alentejo
Desafio nº 44 – palavras com apenas 1 ou 2 sílabas

28 fevereiro 2016

Receta para tener un buen día

Ingredientes para conseguirlo:
50g de música
1 hobby
200g de metas
3 cucharadas de amabilidad
Preparación:
Ponte la música y pásate todo el día cantando.
Empléate a fondo en tu trabajo: “todo trabajo duro tiene su recompensa”
Búscate un hobby para ocuparte, despejar la mente y descargar energía
Ponte metas en dicho hobby para que te cueste alcanzarlas pero cuando lo consigas te sientas feliz
Aunque a veces resulte difícil y se siempre amable con la gente.

Marco García Joubert, 16 años, Salamanca, Colegio Maestro Ávila
Recetas para la vida

Amigo aprendiz

Dia fantástico. Encontro inesperado de amigas.
Deparo-me com ela no jardim. Livro aberto. Olhar absorto.
– Ena! Aqui?
– Deu-me na cabeça! Decorar poemas. Devorar palavras… Dedicar uns versos à minha Mãe. A única que daria a vida por mim!
– Oh! Não duvido! Saudades, Guida! E dar de caras contigo? Divinal! Dá cá um abraço!
Uma felicidade dominou-nos, despertando a alegria de outrora.
Descalças, dançámos na relva.
E as aves declamaram o Poema do Amigo Aprendiz, de Fernando Pessoa.

Carla Augusto, Alenquer

Desafio Rádio Sim nº 4 – todos os verbos com uma destas letras O, L ou D (só uma!)

Receta para aguantar malas críticas y salir ganando

Para que esto sea posible, deberás realizar estos pasos:
Coge 500g de templanza para no ponerte a la defensiva.
Añade 1kg de autocontrol para no proyectar tus inseguridades en la crítica.
Mezcla todo con 1/2kg de paciencia para no reaccionar inmediatamente, ni mal.
Espolvorea con ½ de observación, crítica para identificar la fuente y definir un criterio sobre la persona en cuestión.
Sirve con 1,5kg de positividad para deshacerte de lo dañino y quedarte con lo útil.

Sara Vicente Vicente, 16 años, Salamanca, Colegio Maestro Ávila


Chega!

O Zé já dorme. No sofá branco com a manta quente. Jornal numa mão e chá noutra.
– Mas tu já dormes? Bolas! Nem dá para falar!
Ouço: Hum… Sim? O quê? TV? Que foi?
– Qual TV? Estás doido? Só dormes! Fala, homem!
Tens razão. Diz.
Fecha os olhos. Outra vez!
E eis que: Pimba! Chá no chão, tudo sujo. Jornal feito sopa.
– Chega! Limpa tudo! Já!
Ok, vai dormir. Quase rosna.
Fiz cara de má e cama!

Carla Augusto, Alenquer

Desafio nº 44 – palavras com apenas 1 ou 2 sílabas