10 setembro 2016

Argumentações...

Uns consideravam que a rosa devia ter um espinho assim aguçado. Outros afirmavam que não. Seria demasiado arriscado para quem lhe tocasse. A questão era então saber se o espinho devia ser tratado como um problema ou uma solução. Mas se o espinho era protetor ou indesejável, era um debate desmembrado de emoção. Um refúgio de pontos de vista a dar abrigo à mais ridícula das argumentações. Como tentar fixar um prego com um martelo de plástico.
Clara Lopes, 40 anos, Agualva, Sintra

Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

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