20 setembro 2015

Renovação

A casa parecia abandonada, ervas daninhas invadiram o quintal
O cato cresceu, as paredes enegrecidas pelo tempo húmido apelavam que a olhassem que lhe deitassem mão, enquanto tempo. Era urgente uma renovação, uma pintura porque não! Encheu-se de coragem subiu as escadas, ficou à porta ouvindo o choro que vinha lá de dentro. Bateu e disse: Abra não tenha medo, quero devolver-lhe o sossego. Amanhã começaremos a pintar, vamos tudo renovar, não terá mais de se preocupar.

Maria Silvéria dos Mártires, 69 anos, Lisboa

Desafio nº 98 – fotog de P Teixeira Neves

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