18 setembro 2015

O vozeirão ouvia-se ao longe

Às vezes o vozeirão ouvia-se ao longe. Forte, intenso, e, depois, regressava num eco de vozes vaziasZunidos de ventania ou zanga de gente? Difícil distinguir tamanha zoeira em dias aziagosAzucrinava os ouvidos e banzava o entendimento. Seria barco a zarpar em ziguezague de quem procura rumo? Ou, antes, zumbido de sereia em lamento, num xadrez de emoções, pela vida apenas vislumbrada? Zénite da alquimia tão desejada transformada num zero existencial. Num desfecho feliz ou infeliz.

Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra

Desafio RS nº 22 – todas as frases com 2 Zs

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