22 novembro 2014

Querida Maria

Ao folhear o velho álbum, eu vira alguém que o nome ignoro.
Reagi admirado:
– Ó mãe, quem é?
– Ora, é um afim da avó.
George, ao lado dele Maria.
Um amor malfadado.
Maria morreu duma doença irremediável.
George reduzido a um grande vazio negro, enviou o álbum à família no dia que morreu, revólver na mão.
Aqui a vinda da mágoa que George deixou ao fim da vida.

Oh, querida Maria, uma vida vazia, não quero viver.

Theo De Bakkere, 61 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 78 – escrever sem C P S T

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