23 novembro 2014

Não me importo...

Não me importo com as rimas. Raras vezes há duas árvores iguais. Nem com os versos serem versos, prefiro as palavras em desalinho, como o vento. Como o voo de uma ave, sem começo e sem fim. Porque a poesia não se objeta, concretiza  ou deteta. Compreende-se pelo que se sente no seu todo e não se interpreta, Detesta o relógio do tempo, destrói-o e não o alimenta. Sem ontem nem amanhã. A poesia é o presente.

“Não me importo com as rimas. Raras vezes há duas árvores iguais” – Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) in "O Guardador de Rebanhos - Poema XIV"
“A poesia é o presente.” Ferreira Gullar, in 'Antologia Poética'

Constantino Mendes Alves, 56 anos, Leiria
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor


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