25 novembro 2014

Madrugada e Alvorada

Uma luz na madrugada
E na alva bela alvorada
Veio aliviar minha mágoa.
Do orvalho bebo água
E quando a flor é regada
Exala um aroma agradável
Que embriaga minha alma
Leio um livro num vaivém
E digo que amo o meu bem
À madrugada quero bem
A alvorada olha-me diz- me
Que é ainda uma menina
E que é minha amiga
E no xaile me abriga
Obrigada digo-lhe eu
Nada lhe dou, afinal nada é meu.

Maria Silvéria dos Mártires, 68 anos Lisboa 
Desafio nº 78 – escrever sem C P S T

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