18 novembro 2014

Inocência arrogante

Num café de uma aldeia alentejana, o Santos apregoava riqueza:
– No tempo do escudo, em que era rico, acendia os cigarros com notas de cem escudos e os charutos com notas de mil. Fartura.
Entrou um caçador alentejano no café e pediu uma sandes de presunto, e o Santos intrometeu-se no pedido dizendo:
– Olhe amigo, na minha casa temos presunto mas não o comemos, damos aos cães.
O caçador respondeu – Não é para mim, é para si…


José Eduardo de Vale Pereiro, 55 anos, Évora

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