24 julho 2014

O prometido

No início da tarde, sentei-me na soleira da porta, à espera do Álvaro, como prometido.
Apertei-o na mão e lá estava ele: estanque. Era meu.
Ouvi uns passos que avançavam, com alguma hesitação, e um corpo vestido com um pano cor de fogo  e passo ligeiro assomou à esquina da rua e a voz soltou-se:
– Tive conhecimento da desforra. Não tinha pensado que o fizesses.
Mão aberta, peito feito, lancei-o e ele rodopiou, bailou: o meu pião.

Arménia Madail, 56 anos, Celorico de Basto
Desafio nº 69 – lista de palavras, onde se inclui desforra

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