15 julho 2014

Namoro Antigo

Encontrara na confeitaria um namorado da adolescência. Conversa circunstancial. De empreitada.
Oferece-lhe café. Do parapeito do espaço espreitava-se Alfeite.
Desabafou: ao longo deste tempo, cruzando-nos, quis partilhar confidências. Emocionado, diz-lhe: foste a única miúda que me marcou, senti o que nunca mais senti. Estupefacta: foste parvo; impedias-me fugir. “Era um miúdo, fazia asneiras”. (Que proveito? Que efeito?).
“Hoje não escaparias. Ao encontrarmo-nos sinto o sentimento do tempo passado. Agora, se estivesse sozinha, neste mesmo momento, pedir-te-ia  namoro.”

Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Desafio nº 67 – 8 palavras com EIT

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