16 julho 2014

Dou-te a minha morte

Depois do fim só restou a loucura de quem batalha sem saber o porquê!
Se sou uma princesa ou um fantasma comum é-me impossível dizer.
Deixaste-me entre a espada e a parede, sem saber qual rumo tomar.
E na loucura terna deste princípio de tarde escolho morrer, permitindo assim que aquela faca quieta e sem vida me trespasse. Me esventre, despedace e leve de mim tudo o que tivemos.
Dou-te a minha morte, como prova de amor!

Ana Sofia Cruz, 16 anos, Porto
Desafio nº 64 – texto começando por “Depois do fim…”


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