16 julho 2014

Deixo o ninho com uma esperança

As lágrimas já há muito que secaram.
A tua despedida já nada me diz.
As palavras atrapalharam-se dentro de mim, e de mim ocultaram a verdade. Se morreste ou apenas foste embora sem um adeus, não sei!
O começo e o fim são me iguais.
A dor permanece intacta.
Lágrimas, despedidas, palavras, recomeços e dores.
O despertador continua a tocar, dia a dia, e contrariada, a cada manhã deixo o meu ninho na esperança de ser diferente.

Ana Sofia Cruz, 16 anos, Porto

Desafio RS nº 13 – … palavras atrapalharam-se dentro…

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