21 julho 2014

Coração quase esquecido

Tinha saudades do tempo de menino, das vezes sem conta em que deambulou pelos campos, fazendo castelos no ar, enquanto guardava as ovelhas.
Agora que pensava ter arrumado os seus sonhos, reviu-se naquela crianças feliz que um dia fora ele próprio.
Tirou o casaco, a gravata, descalçou-se para fazer o caminho que tantas vezes percorrera sozinho.
Vereda fora, foi tropeçando em memórias reconstruídas, experimentando novas sensações, pressentimentos misteriosos. E reconheceu-se ao encontrar o seu coração quase esquecido.

Isabel Lopo, 68 anos, Lisboa

Desafio nº 70 – frase de palavras obrigatórias 

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