23 março 2014

Tesouro escondido

Adolescente, parti. Levei recordações, deixei recordações.
Quando voltei, refugiei-me na quinta. Aquela casa senhorial onde as sombras pairavam envoltas em silêncio, fazia parte de mim.
Numa prateleira, a fotografia da avó Luísa  e a velha caixinha  misteriosa.
Tudo repleto de pó!
Ouvi:
– A  Aninhas chegou, abre esse fecho enferrujado.
– Para quê, nada tenho. Sempre fui uma inútil!
– Rasga o forro, desnuda a chave!
Então encontrei numa caixa igual,  uma carta da avó, algumas joias,  mistério e carinho!

Rosélia Palminha, 66 anos, Pinhal Novo  

Desafio nº 62 – dois objectos, numa prateleira cheia de pó, conversam

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