31 março 2014

Sem ar

Sem ar o rapaz parou.
Parou para, silencioso, retirar a pistola do bolso.
O bolso onde a mão tremia, e o suor tornava o punho escorregadio
Escorregadio como o caminho que escolhera e por onde se perdera.
Perdera bens, esperança e não havia quem lhe estendesse a mão.
Mão que determinada agarrava a pistola pronta a pôr termo a tudo.
Tudo parecia perdido até se ver refletido nas águas do rio, então sem ar o rapaz parou.

Quita Miguel, 54 anos, Cascais

Desafio nº 63 – fim de cada frase é igual ao início da próxima…

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