26 março 2014

Par

A lembrança de um belo par de sapatos que constituíram, não passava de uma mera memória. Antes eram uma equipa, agora resvalavam cada um para seu canto. O direito culpava o esquerdo, fazendo menção de lho recordar com frequência.“A culpa é tua deste nosso abandono, se não tivesses quebrado o teu tacão devido a ficares pasmado olhando o sapato alheio, terias visto o buraco que pisaste.” “É sempre a mesma conversa, eu já sarei, tu continuas quebrado.”

Paulo Renato, 38 anos. Maia

Desafio nº 62 – dois objectos, numa prateleira cheia de pó, conversam

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