22 março 2014

Não veja nada assim

Não vejo nada assim, enlouquecida
Nada faz sentido a meu ver
hoje estou mesmo aborrecida
Quem me dera encontrar um sentido para o meu viver.

Recordo-me da minha infância 
Quando nada era difícil
E não havia maldade nem ganância 
Diziam que era uma menina dócil 

Mas estou disposta a mudar
Cansada estou deste maldito desprezo
Devo deitar tudo fora, nada pode ficar,

até que finalmente fechei os olhos e sonhei
e tudo era possível era só querer !

Sandrina Barbosa, 17 anos, EPE Luxemburgo, prof. Carla Simões
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor

1º verso – Florbela Espanca; último verso  – poema “E tudo era possível”,  Ruy Belo.

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