30 março 2014

A caneta e a folha de papel

Numa noite de tempestade, uma folha de papel e uma caneta, esquecidas numa prateleira cheia de pó:
– Que tristeza! Acabar os meus dias amarela, esquecida, virgem… – queixa-se a folha de papel, sentindo-se profundamente desanimada.
– Como eu gostaria de acariciar o teu papel com o meu bico suave… – diz a caneta com ar sonhador.
– Se um relâmpago avariasse o computador, o acto consumava-se… – sorri a folha de papel, cheia de esperança.
E, talvez por vontade divina, assim aconteceu!

Margarida Leite, 45 anos, Cucujães

Desafio nº 62 – dois objectos, numa prateleira cheia de pó, conversam

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