24 fevereiro 2014

Trapeira

Afastou os fantasmas do pensamento. Bocados do tempo em que, pobre, lhe chamavam Trapeira. Agora era Beatriz VASCONCELLOS!
Nessa noite, iria ser a Rainha da festa...
– Deseja uma bebida? – perguntou alguém.
Virou-se sorrindo.  Foi quando o viu . Ali estava, vestido de criado, o noivo que há muito abandonara na terra. Sentiu a alma gelar quando ele, num impulso, a chamou de Trapeira.
Fugiu, mas naquela corrida desenfreada, percebeu que o seu apelido ficara preso no arame farpado...

Isabel Lopo, 67 anos, Lisboa

Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não

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