21 fevereiro 2014

Reencontrado

Confiando em supostos amigos, fui vítima duma cruel injustiça.
Assim, vi-me a transpor os portões de acesso a um mundo desconhecido. 
A minha identidade passou a ser um número. O apelido ficou preso no arame farpado que circundava o edifício. 
Consegui sobreviver,  perdido entre  dias e  noites sempre iguais, nas brumas duma memória desgastada.
Um dia, a pena terminou!
Cambaleando, transpus de novo  aqueles portões. Olhando em redor, encontrei as palavras:
LIBERDADE, REVOLTA... e o meu APELIDO.

Rosélia Palminha, 65 anos, Pinhal Novo  

Desafio nº 60 – apelido preso no arame farpado (frase obrigatória)

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