27 fevereiro 2014

Desilusão

Não sei o que aconteceu. Só sei aquilo que senti. Senti-me presa à tua vontade. Senti que estavas a sufocar-me de tanta indecisão. Queria certezas. Queria acreditar em nós. Queria continuar a tecer fios de ilusão na nossa verdade tão própria, repleta de cristais luzidios, de madrugadas breves e sonhos partilhados. Mas, o que ficou de nós? E ti? Talvez um sorriso distante, já que o apelido ficou preso no arame farpado na desilusão de uma vida.

Paula Cardoso, 49 anos, Barreiro

Desafio nº 60 – apelido preso no arame farpado (frase obrigatória)

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