24 fevereiro 2014

Código genético

O apelido,
Código genético,
Mero acessório,
Quando não é sentido.

É ser-se,
Mas não sentir-se.
 É chamar-se,
Mas não ouvir-se.

O apelido ficou preso no arame farpado,
No momento em que me traíste.
No dia em que fingiste.
Na noite em que partiste.

Agora que me reconstruí,
Só quero voltar ao princípio,
Ao dia em que te conheci,
Para me livrar deste suplício.

Sou forte, sou do Norte
E contra ti posso.
Vai-te embora:
Ó Pouca Sorte!

Brigite Rodrigues, 35 anos, Luxemburgo

Desafio nº 60 – apelido preso no arame farpado (frase obrigatória)

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