19 outubro 2013

Metáfora Eterna

Estava sentado só, num banco de jardim (ao qual tiraram as árvores para seguir uma corrente artística contemporânea)  e ousei entrar numa conversa de elevador comigo próprio. Analisei o muro a mim oposto. Naquela parede faltava um azulejo. O painel estava caprichosamente incompleto. Que curiosa metáfora (pensei), coincide exactamente com o meu estado de espírito por estes dias. Aquela parede estava perfeitamente mutilada. Que pena, que pena que o azulejo esteja incompleto e a minha vida também.


Salvador Fachada, 25 anos, Lisboa
(história sem desafio)

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