12 outubro 2013

Calacear? Nunca!

Sem índole de preguiçoso assolou-o o desejo de calacear. Graças ao mar, bravo, dias seguidos vira o sol chegar e partir de novo.
Não fosse o amigo, comproprietário da embarcação, ficava aconchegado nas mantas.
O outro, pela certa, nas sombras geladas do velho bote, já verificara o esbirro e a calandra, a bordo desde a véspera. Tinham de amerujar até à boca da baía: entregariam a máquina no Domus municipalis. O dinheiro do frete empurrou-o da cama.

Maria José Castro, 53 anos, Azeitão
Desafio Rádio Sim nº 6 – palavras tiradas à sorte do dicionário

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