23 outubro 2013

Bola de sabão

Doem-me os ossos do peso de viver,
Fraquejam-me os músculos da leveza da vida,
A vida é o volume,
Da matéria de viver.

A vida é uma bola de sabão
Viver o seu cerne preponderante,
Ascendendo num auguro de rebentação,
Para perecer de uma implosão,
Num ensaio limitante.

A vida é uma bola de sabão,
O pólen, que o vento leva,
E que a flor, impotente, deserda,
Bola submissa, escrava do vento,
Sabão enamorado, amante da fé.

Afonso Caldeira, 14 anos – Torres Novas, Colégio Andrade Corvo, prof Carla Veríssimo

Desafio nº 53 – uma imagem, bola de basquetebol (literal ou metafórica)

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