31 outubro 2013

A moleira

O peso da maquia castiga o corpo dorido, quando na ousadia do tempo acorda a madrugada revelada ao ouvido da noite, sem regras nem preconceitos. Leva a jumenta airosa pela rédea enquanto tece palavras vãs. Na fonte das bicas matam a sede de água. Nesse mar de confidências e desenganos termina uma etapa de vida por vezes salgada de lágrimas, outras, um susto de gratidão. A velhice adormece depois da encruzilhada no caminho que termina.
Era moleira…

Alda Gonçalves, 46 anos, Porto

Desafio nº 54 – pares de palavras com sentido contrário

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