12 junho 2013

Sem

Sim, não há caminhos sem encruzilhadas
para nos perdermos e encontrarmos;
sim, não há luz sem a sua sombra
para desenhar a verdade escondida;
sim, não há palavras sem a ferida da página em branco;
sim, não há abraço sem a ausência do corpo que queremos encontrar;  
sim, não há amor sem a dor da solidão,
sim, não há juventude sem velhice para a corar.
Por que não?
Porque sim,
todo o princípio ama o seu fim.

Bau Pires, 50 anos, Porto


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