31 maio 2013

Lágrima

Lágrima.
Apenas uma, sozinha, solta, caindo por dentro dela de pouco serviu, nem para limpar a alma… No coração rasgado de tanta ausência permitiu-se esconder a tristeza pintada no olhar castanho que carinhosamente lhe dedicava e que ninguém via, nem ele. Hoje completando oitenta anos de um passado sem futuro, até do presente duvidava! Tudo era vazio de saudade. Deixou que uma lágrima escorregasse de encontro à solidão da alma. Apenas verteu uma lágrima, uma única gota…

Alda Gonçalves, Porto, 45 anos



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