12 maio 2013

Eu


Sozinha! Ali estava eu…
Nunca antes tinha percebido o significado de “como é bom não fazer nada”.
Era terra… eu… céu…
Era céu… eu… terra…
Terra – campos de golf verdes, árvores, alecrim…
Eu – pensamento trancado, sem evasão…
Céu – azul límpido, suave, luminoso…
Fiquei ali. Olhos fechados. O sentir físico. Mil sensações. Ouvir entoar um hino à alegria.
Não era transmitido pelo mais sofisticado aparelho de rádio encastrado no tronco duma árvore.
Era mesmo o chilrear dos passarinhos.

Dorinda Oliveira, 73 anos, Arrifana, Santa Maria da Feira

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