15 maio 2013

Com o Tejo


Moiramas com o tejo a inundar-nos o coração, engolindo águas nascentes intemporais, guinada de fado, de chafarizes seculares que deslumbram turistas incansáveis…
O perfume que eu identifico nos recantos do nosso fado, sai de todo aquele mar de gente anónima, para se instalar no colorido das minhas vielas de tascas, de rostos marcados que explicam o espólio de saramago.
Fernando traz os peixes da memória, e eu, junto de minha mãe, pulo na canastra de uma varina.

Jorge Pereira Gonçalves, 59 anos, Carcavelos

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