03 março 2013

Poesias perdidas


Perdidas andam as palavras no fundo da minha consciência. Uma consciência há muito esquecida, há muito adormecida. Faltam lindas poesias para a fazer despertar de novo. Elas lutam naquele interior incerto e apagado como duas feras enjauladas que se debatem para se libertarem de uma sufocante prisão. Torno-me fraca, sem forças espirituais, arrasto-me para um rumo sem fim. Morro, talvez não tão rápido. O tempo recua e não avança. Volta atrás e quebra os ponteiros. Ainda sorrio.

Maria Jorge

Afonso Cruz, in O Prazer da Leitura – “O Cavaleiro Ainda Persegue/ A Mesma Donzela”
Não morro, torno-me duas poesias perdidas.


Sem comentários:

Enviar um comentário