11 março 2013

Perdoar-me-ei

Como pude ser tão estúpida?! Acreditei, primeiro nas tuas palavras; depois, nos teus olhos. Ambos enganadores.
Sonhei, mas sofri. Pior: magoei outros.
No passado entendi o desejo; no presente senti o afecto. Queria a tua alma, no teu corpo. E, quando o percebeste, silenciaste os sons proferidos. Fingiras emoções. Perdoar-me-ei. Afinal, nada aconteceu. Apenas o calor que dei, nas mãos entrelaçadas, nos beijos sonhados, mas não consentidos. Por momentos, esqueci a realidade. Perdi-me de mim, em ti.

Isabel Pinto, Setúbal

2 comentários:

  1. A verdadeira natureza não engana porque é pura e verdadeira.
    Simplesmente se assustou e não gostou do que viu. Não usou e muito menos abusou, preferiu o momento presente, sem beijos e sem sonhos.
    Afinal que mais poderia existir? NADA.

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    1. Olá! Desculpe, mas as histórias não devem estar nos comentários. Peço-lhe que envie para 77palavras (at) gmail.com, juntando nome, idade e sítio onde vive, pode ser?
      Obrigada.
      Um abraço

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