10 fevereiro 2013

Na esplanada


Se a esplanada da esquina começa a contar tudo o que vê passar quando termina a missa das 11 horas, não chegam setenta e sete palavras.
Entramos e feito o pedido, um covilhete* quentinho 
consola o coração daquele que se procura.
Quando temos 
connosco o ombro amigo, nada pode atrapalhar os gestos simples.
E as 
frases proferidas pertencem a sítios que nunca esqueceremos.
Quando assim 
acontece tornamo-nos pacientes e não se aconselha ninguém a ralhar, apenas amar.

Alda, Porto

* covilhete - "uma espécie de empada de carne, típica de Vila Real. Depreende-se que a história seja passada lá, pois em frente à pastelaria (remonta a 1925)  fica a Sé.É um ritual das famílias (antigamente apenas as mais conceituadas, claro!!) - encontros e uma espécie de tertúlia de maldizer!", explica a Alda

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