23 fevereiro 2013

MEU GRITO


Desfalecida a flor desprende as folhas
Que caem indefesas ao sabor do vento
O jardim ficou assim mais triste, mais pobre
Deixando-as distanciar sem um lamento.
 
Desiludida a mãe abre os braços num adeus
Seus olhos são fontes, são rios de água salgada
Os filhos partiram em busca doutra vida
E ela ali tão só, tão desamparada
 
Aqui estou eu, exclama, olhando o prado,
As árvores despidas, a chuva, mas tudo
Indiferente à raiva do meu brado.

Rosélia Palminha, Portugal

1º  Verso: Alexandre Herculano – Poema: A  Rosa
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2º Verso: Pedro Homem de Melo – Poema: Remorso


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