19 fevereiro 2013

ENCRUZILHADA

 
Viviam sós naquele paraíso isolado. Passavam dias sem nada acontecer. Filhos e netos estavam pró estrangeiro, sabe Deus onde !
Restava-lhes o fiel amigo com quem  ralhavam e contavam as suas mágoas.
Era um consolo olhar aqueles sítios procurando esquecer as saudades.
Aconselhámos alguns amigos a partilhar connosco esta vivência. Não atrapalhavam, somos pacatos e pacientes. Parcas conversas, frases curtas, trocadas na esquina da única rua da aldeia.
Bastava um ombro amigo para tornar a vida mais simples.

Rosélia Palminha

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