28 fevereiro 2013

Dei-te a Mão!


Enquanto eu for eu, e tu fores tu, espero curar-me de ti; do que sinto e não sei nomear; da necessidade de te ver.
Que estamos a fazer?! Sabê-lo-emos?
Seduziste-me. Inicialmente não percebi. Quando suspeitei, perguntei-te. Subtilmente, disseste o que não queria ouvir. Delicadamente, respondi: não.
Afastámo-nos. Ficaria a amizade.
Há dias surgiste. O amigo, a quem inocentemente dei a mão. Inesperadamente, desse toque emergiram sentimentos.
Onde ficou o tempo da ausência? Naqueles que esperam por nós.

Isabel Pinto, Setúbal 

Robert Browning, in "Amo-te" [Uma Antologia Poética], ed. 101 noites. pág 50
Paula Raposo, in "A Poesia nos Blogs", ed. Apenas Livros, LDA, pág.36

2 comentários:

  1. O amor é um fenómeno neurobiológico complexo, baseado em atividades cerebrais de confiança, crença, prazer e recompensa, atividades essas que envolvem um número elevado de mensageiros / atores químicos
    (T. Esch, G.B. Stephano, The neurobiology of love, Neuroendocrinology Letters No.3 26 (2005); H.E. Fisher, Why We Love: The Nature and Chemistry of Romantic Love, Henry Holt and Company, New York, 2004).

    A vasopressina é atualmente conhecida como a hormona da fidelidade.
    Quando ela entra em atividade, bloqueia qualquer aproximação externa e isso torna irrealizável a possibilidade de envolvimento amoroso e/ou corporal, porquanto o sentimento neurobiológico complexo é ativado e funciona como escudo protetor.
    Eis a razão porque nada existiu “Enquanto eu for eu, e tu fores tu”

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    1. Olá! Desculpe, mas as histórias não devem estar nos comentários. Peço-lhe que envie para 77palavras (at) gmail.com, juntando nome, idade e sítio onde vive, pode ser?
      Obrigada.
      Um abraço

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