26 fevereiro 2013

De Pessoa a Lispector


O poeta é um fingidor que chega a fingir que é dor.
Que finge estar bem para agradar a alguém.
Que se mostra sorridente quando não está contente.
O poeta comete erros como qualquer comum mortal.
Mas tenta esconder para que não lhe desejem mal.
É alguém que em folha branca se expressa.
Mas os defeitos não podem ser evitados nem devem ser escondidos.
Porque nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

Tatiana Leal, 15 anos, Portugal


Fernando Pessoa - “O poeta é um fingidor que chega a fingir que é dor”
Clarice Lispector – “Porque nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”

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